Futebol do Povo

No Ceará, o renascimento de Rafael Costa

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Na história do mundo, o Renascimento ou Renascentismo, foi um período de grandes transformações criativas.  Ocorreu entre o século XIV e início do século XVII. Ali, na Europa, mudanças bruscas em todos os aspectos sociais romperam com um mundo então dominado pelo fanatismo religioso da Idade Média que durou cerca de dez séculos. Um mundo feudal, sombrio e com imensas guerras. Uma dos artistas mais marcantes desta época humanista da Renascença foi Rafael, mestre de arquitetura e da pintura italiana. Seus quadros e afrescos são obras primas. Rafael nasceu em 1483, na cidade de Urbino e 504 anos depois, um outro Rafael nascia, em São Luis-MA. É este Rafael, o Costa, que experimenta no futebol cearense um renascimento particular.

Nos primeiros nove jogos pelo Ceará, Rafael Costa passou em branco. O atacante que era esperança da diretoria para mudar os rumos do alvinegro na Série B colecionava impedimentos e gols anulados. Um tempo de trevas.

Nos sete jogos mais recentes, entretanto, sete gols. Apenas na sua décima partida pelo Ceará, Rafael conheceu a sensação de voltar a marcar. Foram os dois tentos contra o São Paulo, na vitória na Copa do Brasil, no Morumbi. De lá pra cá, marcou também nas vitórias contra o Paraná, na derrota para o Atlético-GO e diante de CRB e Náutico, as mais recentes vitórias alvinegras. Só não balançou a rede contra o São Paulo e o Paysandu, ambos no Castelão. A recuperação do Ceará na Série B está ligada diretamente ao bom momento do atacante.

Aos 28 anos, o maranhense teve uma carreira importante no futebol de Santa Catarina, especialmente no  Avai, no Metropolitano e no Figueirense. Passou pela Coreia do Sul sem destaque em 2014, mesma situação da Ponte Preta. Do Joinville, neste ano, foi dispensado por deficiência técnica e falta de empenho, alegativas da diretoria. Foram dois gols em 13 partidas.

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