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Fortaleza: venda de Jean Mota é ruim para o time, mas é importante entender também o lado bom

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Diferente da saída de Dudu Cearense, que não causou impacto negativo, a venda de Jean Mota para o Santos agrega um prejuízo técnico importante para o Fortaleza na sequência da Série C e Copa do Brasil. Versátil, o meio-campista que também pode jogar tranquilamente na lateral esquerda era dos melhores jogadores do clube e representa bem o atleta moderno de futebol. Além da movimentação por todos os setores do campo, tinha boa técnica de domínio de bola, visão de jogo e finalização. Não por acaso chamou a atenção de Dorival Junior.

A saída de Jean deixou nos cofres do Fortaleza 800 mil reais e mais 20% de seus direitos econômicos, uma das maiores negociações da história do clube, que não se destaca no mercado de venda. O exemplo, entretanto, serve como parâmetro para que o clube passe a se proteger sempre. Se não pode fazer contratos muito longos com os jogadores (compromisso de Jean era até o fim do ano apenas), que ainda assim busque cláusulas e alternativas compensatórias.

Um outro ponto importante é entender como o mercado vê o Fortaleza. Mesmo disputando a Série C, o tricolor  está no radar de clubes, empresários, técnicos e de quem mais vive no futebol. Exemplos bem recentes: Tinga convocado pela Seleção Brasileira que disputou o Pan, Cassiano e Wanderson negociados com o futebol coreano, saída de Dudu Cearense para o Botafogo. Mas como aproveitar isso da melhor maneira? É preciso amadurecer como clube, fazendo todo caminho: revelando bons jogadores, os valorizando no time principal, negociando bons contratos e conseguindo negociações relevantes.

Everton, hoje atacante titular do Grêmio, é um exemplo do que o Fortaleza tem que evitar. O jogador, revelando na base do clube, quase não foi aproveitado no time principal. O Grêmio, entretanto, o viu atuar na Copa Carpina e logo contratou o jogador, então com 16 para 17 anos, pagando muito pouco, além de permitir que o Fortaleza ficasse com 10% dos direitos do atleta. Hoje, ainda jovem demais (tem 20 anos) e depois de ser lapidado, é titular de uma das maiores equipes do Brasil e logo será negociado por uma fábula, até porque o menino de Maracanaú joga demais.

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