Futebol do Povo

Acabou 2016 para o Ceará: um ano para ser lembrado sempre para que não se repita

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Há quem prefira esquecer das situações ruins, vale para o esporte, vale para a vida.  É uma forma evidente de fugir da responsabilidade do senso crítico, sempre fundamental para que as mudanças positivas sejam implementadas. Depois da eliminação da Série B, neste sábado, quando perdeu para o Vila Nova por 3 a 2, no Castelão, tudo que a diretoria do alvinegro não pode fazer é esquecer dos fracassos de 2016, justamente sob pena de que eles repitam. E não foram poucos.

Já fazia um bom tempo que o Ceará não tinha uma temporada toda de decepções, ainda mais após se reorganizar financeira e administrativamente, processo iniciado com sucesso no final da década passada e que até hoje gera frutos positivos. O quinto lugar do estadual, a eliminação precoce da Copa do Nordeste, a perda da vaga na Copa do Brasil para o Botafogo-PB e o segundo turno pavoroso que a equipe fez na Série B formam, entretanto, uma coleção marcante de insucessos. A única alegria do Ceará foi o não acesso do Fortaleza para a Série B, comemorado bastante, inclusive institucionalmente, situação que deveria ficar restrita aos torcedores (que têm todo direito e até o dever de secar e vibrar pelo fracasso do rival) mas jamais ao clube, que tinha certamente mais com que se preocupar.

Ao avaliar 2016 a diretoria do Alvinegro, que vai permanecer porque assim foi eleita para tanto, não pode efetivamente se deixar paralisar pelas derrotas mas, sim, usar tudo como lição para que a atual temporada não se repita. Foram diversos erros, de todos os envolvidos no futebol – jogadores, comissões técnicas, dirigentes – mas a missão de corrigir é do presidente Robinson de Castro e de seus diretores, justamente eles que têm grande parcela de responsabilidade nas derrotas do ano e em sucessos de um passado recente.

São eles também, pressionados demais por muita cobrança dos torcedores, que precisam de sabedoria, inteligência e especialmente humildade para corrigir a rota atual.  E é uma correção aguda, que, para além de manter as decisões corretas, o que é fácil, terá que mudar métodos de trabalho e cortar na própria carne, se necessário. Há tempo para isso.

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