Futebol do Povo

Ceará: ficar fora da Copa do Nordeste 2017 foi melhor para o próprio alvinegro

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Escrevi e falei sobre o tema no começo de outubro e volto agora, já com a definição de que o Uniclinic será o segundo representante do Estado na Copa do Nordeste, ao lado do Fortaleza. A tabela foi divulgada nesta semana pela CBF, inclusive.

É evidente que a entrada do alvinegro seria excelente para a competição, afinal, todas as principais forças estaduais estarão nesta edição. Ocorre que, pelo critério técnico, não havia justificativa alguma para a participação do clube, quinto colocado no campeonato cearense após uma campanha medonha.

Durante a polêmica que envolveu a desistência do Uniclinic mediante o desejo de receber a cota e a surreal reunião envolvendo também Guarani e Guarany,  tive a chance de observar nas mais diversas plataformas que muitos torcedores do alvinegro se mostraram desconfortáveis com essa possível entrada do time. Concordo demais com essa visão. Entendo, convicto, que para o próprio Ceará foi muito melhor ficar ausente, em que pese sua diretoria ter trabalhado para entrar na competição sem pensar nas consequências. O desgaste que o clube sofreria seria enorme. A repercussão, nacional, péssima. O custo benefício não compensaria. Ficaria feio demais.

Ainda sobre a torcida do Ceará, como apontei na época e mantenho o que penso, foi ótimo que tenha ocorrido tal desconforto com a eventual participação da equipe. É uma demonstração de grandeza, apesar de bastante gente atuar na defesa de que o importante é levar vantagem em tudo.

O Ceará desde que a nova gestão assumiu lá em 2007 virou referência de organização administrativa na região, pagou milhões em dívidas trabalhistas, se modernizou e tem formado bons elencos em disputas constante de títulos, ganhando ou não. Há que se reconhecer isso de forma cristalina.

O clube que mudou para muito melhor nos dez anos recentes pode perfeitamente – tem totais condições para isso, por mérito próprio – ficar um ano fora da competição, assumindo as consequências de uma campanha péssima em 2016. É uma lição até para que isso não ocorra de novo e uma forma de autopreservação relevante.

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