Futebol do Povo

Fortaleza: a força do comando de César Sampaio

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Há um consenso com quem já trabalhou com César Sampaio já como dirigente, algo que ele faz desde 2005: o ex-volante (muito bom de bola, inclusive) gosta de saber absolutamente tudo que ocorre no futebol do clube. Sua função é justamente essa, situação nova para o Fortaleza que, durante anos, só teve seus membros eleitos e diretores com tamanha importância e poder de decisão.

César está totalmente por dentro das finanças do clube. Responde juridicamente, inclusive. É ele quem negocia salário dos jogadores e montagem do elenco, sem que o orçamento seja estourado. Sua meta é que haja uma referência, um jogador de médio porte e uma aposta da base para cada posição. Aproveitar a base efetivamente é uma de suas principais missões.

É, também por isso, que ele estará no comando executivo do sub-20. Não por acaso, indicou e trouxe Daniel Frasson, ex-jogador de um monte de clubes, inclusive o Fortaleza, para ser o coordenador, como foi no Joinville, quando trabalharam juntos. O objetivo é que a base seja o espelho tático do grupo principal justamente para facilitar a adaptação.

Sampaio também fez parceria com Hemerson Maria em Santa Catarina, no mesmo Joinville, quando conseguiram o acesso para a Série A de 2014 para 2015. Um trabalho exemplar, por sinal, que caiu por terra porque a equipe, já sem ambos, caiu para Série B e agora vai disputar a Série C em 2017. Hemerson Maria voltou ao Pici porque teve a aprovação do executivo de futebol. O temperamento de ambos combina.

Evidente que a pressão que César Sampaio vai enfrentar no Fortaleza é inédita para ele. Não há como não ser assim, diante dos anos seguidos na Série C. Não sem motivo ele tem dito que, apesar da passagem pelo Palmeiras com conquista de Copa do Brasil e rebaixamento, o tricolor é seu maior desafio como dirigente.

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