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Ceará: são justas as vaias ao zagueiro Sandro?

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As vaias continuam dominando o começo de temporada no futebol cearense, especialmente quando o assunto é Fortaleza e Ceará. São reclamações contra as atuações coletivas e individuais.  No Tricolor, Juninho Potiguar tem sofrido uma grande perseguição. No Ceará, é a vez de Sandro, zagueiro que chegou ao time em 2014 e não demorou para se tornar ídolo da torcida.

Naquele ano, vindo do Joinville, foram 59 partidas. Veloz, forte no combate pessoal, o zagueiro ainda faria nove gols, mas já mostrava falhas na bola aérea defensiva e posicionamento.  Não há perfeição e ele se comportava, no geral, satisfatoriamente diante das possibilidades técnicas de um elenco de Série B.

Chegou 2015 e a situação se complicou. As falhas defensivas ficaram mais evidentes. Foram 45 jogos e os gols que compensavam suas eventuais bobeadas minguaram. O zagueiro balançou as redes apenas três vezes. No ano passado, Sandro despencou tecnicamente. Um gol apenas em 16 jogos e uma contusão grave por estresse na tíbia que o tirou seis meses do futebol.

Em 2017 a paciência da torcida acabou. Na vitória desta quinta-feira sobre o Horizonte, especialmente na segunda etapa, bastava o carioca pegar na bola para vaias estrondosas serem ouvidas no Castelão quase vazio. O jogador de 28 anos encarou de forma madura a situação. No fim da partida, disse que atuar no Ceará é saber aguentar pressão. Ele é homem de confiança de Dal Pozzo, que agora vê a torcida pressionar pela escalação de Luiz Otávio, que atuou em apenas um jogo pelo Alvinegro, contra o Ferroviário, e foi bem.

A situação é delicada. As vaias são a melhor forma de uma torcida se manifestar sem violência. Já as vaias seguidas passam a ser marcação cerrada no jogador, que tende a se irritar ou ficar desapontado, piorando seu rendimento. Não é fácil responder ao questionamento que eu mesmo fiz no título do post, mas, tecnicamente, me parece o momento de dar chance para outro carioca,  Luiz Otávio, 11 cm mais alto, contratado para ajudar e que, mesmo na pífia campanha do Sampaio Corrêa em 2016, conseguiu algum destaque. Vale ao menos testar.

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