Futebol do Povo

Ceará: é justa a indignação com pênalti mal marcado que tirou o time da Copa do Brasil

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Não vi a derrota do Ceará para o Boavista por 1 a 0, resultado que eliminou o alvinegro da Copa do Brasil após um jogo. Seria um escárnio, portanto, fazer qualquer tipo de comentário sobre a peleja (tudo bem que tem gente que narra e comenta sem ver o jogo, mas é um talento que eu, definitivamente, não tenho).

Mas, de maneira objetiva e repetida, acompanhei o vídeo do lance do pênalti marcado contra o Ceará aos 50 minutos do segundo tempo. A bola bateu na barriga do zagueiro Sandro e o árbitro, mal colocado, marcou a falta dentro da área.

Não foi absolutamente nada.

Os jogadores, todos, saíram indignados. Rafinha chegou a chorar de nervoso, de raiva. Menino novo, já está vendo o que é futebol logo cedo. O gerente de futebol, Marcelo Segurado, era outro inconformado. Calmo, como sempre, estava o técnico Gilmar Dal Pozzo. Sua serenidade é admirável, inclusive. Queria eu ser assim quando o mundo parece que está desabando em qualquer situação.

Jogando mal ou não, tendo obrigação de golear um time muito mais modesto ou não, retrancado ou não, sem talento ou não, com planejamento ideal ou não, em crise ou não, o Ceará foi eliminado com um erro gravíssimo da arbitragem contaminando o resultado. Erro na mesma proporção, por exemplo, do gol mal anulado do Fortaleza no primeiro jogo do mata-mata contra o Juventude no ano passado.

Quem tirou sarro do rival, agora sofre. E vice-versa, sempre. É um ciclo que não termina.

Da minha parte, não deixo de ter senso crítico e analisar a arbitragem. Escrevo sempre quando os clubes cearenses são ajudados e também quando são prejudicados. E penso que isso é um dos grandes males do futebol. Estraga.

O que ocorreu hoje em Bacaxá – que ainda teve o gol de Nicácio, como sempre marcando a presença da Lei do Ex – deixa um prejuízo técnico e financeiro grande para o Ceará. E a conta não é apenas, mas é muito da arbitragem.

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