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Ceará: com Givanildo, time não perdeu, mas só ganhou do Uniclinic

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Escolhido no fim de fevereiro para substituir Gilmar Dal Pozzo, Givanildo Oliveira comandou o Ceará em seis partidas. Foram quatro empates e duas vitórias, com 10 gols marcados e cinco sofridos. Dos 18 pontos disputados, o time conquistou 10.

A invencibilidade foi construída assim: o Ceará empatou com os reservas do Flamengo (0x0), com o terceiro time do Grêmio (1×1), diante do Uniclinic (2×2) e Guarani-J (0x0). As duas vitórias foram contra o Uniclinic, nas quartas de final (4×1 e 3×1). Dos 10 gols com o novo técnico, nove foram marcados contra a pior defesa do Brasil em 2017. E dos cinco gols sofridos, quatro foram diante do mesmo adversário.

Os números isolados, entretanto, não mostram a falta de evolução da equipe. Pouca coisa mudou em desempenho, ainda que o atual treinador tenha feito algumas alterações táticas em relação ao antecessor. O Ceará segue com muitos problemas na criação no meio-campo e seu ataque depende exclusivamente das jogadas individuais de Magno Alves. É ótimo ter um jogador como ele no elenco, mas não é nada bom depender apenas de suas forças.

O JOGO CONTRA O GUARANI-J

No empate sem gols em Juazeiro, nesta quarta-feira, primeiro (e péssimo) jogo dos três garantidos das semifinais, as únicas boas oportunidades do alvinegro no 0x0 saíram dos pés de Magno, em iniciativas próprias de dribles e finalizações. No mais, muita lentidão, erros de passes curtos e longos, falta de aproximação dos setores do campo, bolas rifadas e atuações individuais ruins, em que pese a necessária observação em relação ao estado do gramado, bem prejudicial para o toque da pelota.

A não escalação de Ricardinho desde o início não se justifica. O próprio meio-campista avisou que estava pronto para começar. As atuações de Felipe Menezes não combinam com sua titularidade. O esquema com três atacantes têm sido prejudicial, até porque Lelê ou Maxi Biancucchi passam sumidos praticamente o tempo todo. Falta qualidade no setor e a diretoria sabe disso melhor do que ninguém.

Em relação ao sistema defensivo, foi uma postura correta do time, nota positiva. O Guarani tomou mais a iniciativa e foi controlado por Raul e Richardson no combate inicial. Os zagueiros, laterais e o goleiro Everson não comprometeram.

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