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Vendas de Everson, Richardson e Arthur rendem mais de R$ 10 milhões ao Ceará, que ainda mantém % dos jogadores

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Everson, Richardson e Arthur: ótimo desempenho dentro de campo rendeu retorno financeiro ao Ceará. Fotos: Mateus Dantas e Júlio Caesar/O POVO.

Everson, Richardson e Arthur foram três dos principais destaques do Ceará em 2018. Todos eles foram diretamente responsáveis pela reação do Alvinegro na Série A do Campeonato Brasileiro, e participaram ativamente da campanha de manutenção do clube na Primeira Divisão. Mais que o retorno técnico, o trio garantiu um excelente retorno financeiro ao Ceará, que faturou mais de R$ 10 milhões com a venda dos atletas.

Ao todo, as três transferências, que são as maiores da história do clube e também do futebol cearense, renderam aos cofres do Vovô cerca de R$ 12,5 milhões e têm potencial para render muito mais.

Negociado em maio, Arthur rendeu cerca de R$ 3,5 milhões ao Ceará. Porém, na composição da transferência, o Alvinegro ainda manteve cerca de 35% dos direitos econômicos do atacante, que, se for vendido, acrescentará ainda uma boa grana aos cofres do clube.

Já Richardson foi vendido ao Kashiwa Reysol, do Japão, por cerca de R$ 5 milhões. O valor corresponde a 80% dos direitos econômicos do volante, e o Alvinegro ainda manteve 20%, caso o atleta seja negociado no futuro.

Já na transação envolvendo a ida de Everson ao Santos, o Ceará recebeu quantia total de R$ 4 milhões, sendo R$ 3 milhões pagos à vista pelo Peixe, R$ 400 mil relativos a uma dívida do Paraná ao clube paulista (utilizado na compra de Richard) e R$ 600 mil pagos pelo empresário de Everson.

O valor total recebido em vendas de jogadores aumenta ainda mais se considerar o atacante Robinho, que foi vendido ao Columbus Crew, dos Estados Unidos, por 150 mil dólares, aproximadamente R$ 630 mil.

As transações evidenciam a mudança de patamar do Ceará no mercado. Antes um clube que não revelava jogadores, que não tinha nenhum poder de barganha e nem capacidade de negociação para manter % dos atletas para lucrar com futuras transferências, o Alvinegro hoje se vê mais estruturado, resguardado e ativo, tendo em vista que, além de vender, também tem comprado os direitos econômicos de alguns jogadores.

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