GIRO LUSÓFONO

Brasileiros representam 24% dos compradores internacionais de imóveis em Portugal

Com menos de 150 euros consegue cobrir gastos com água, luz, telefone, gás, internet e transporte público. (Foto: Divulgação)

De acordo com dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemip), 24% das vendas para compradores internacionais são feitas para clientes do Brasil. Qualidade de vida elevada e o baixo valor dos imóveis, na comparação com outros países europeus, são as principais razões para essa procura.

Segundo o Global Peace Index, Portugal é o quarto país mais pacífico do mundo, o que por si só é um componente importante na hora de escolher onde investir. O país destaca-se por um serviço público de saúde eficiente e universidades que se sobressaem nos principais rankings internacionais, além de uma qualidade de ensino elevada em todos os níveis. Recentemente, Lisboa foi eleita pelo Quality of Life Survey, da revista britânica Monocle, como a 12ª cidade do mundo com a melhor qualidade de vida. O clima ameno (300 dias de sol por ano) e a variedade turística completam o “pacote”.

Portugal possui o 19º metro quadrado mais caro da Europa, se considerado imóveis acima de 120 m² localizados em grandes centros. Fica muito abaixo de países como Reino Unido, França, Suíça, Itália, Espanha, Alemanha e Holanda, por exemplo. Considerando apenas países da Europa Ocidental, somente a Bélgica é mais barata.

Na capital lusa, segundo o Idealista (portal especializado no mercado imobiliário), a média de preços por metro quadrado é 2.707 euros, valor competitivo não apenas com capitais europeias como Madri, Paris e Londres, mas também com bairros de classe alta em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os valores são ainda menores em regiões como Alentejo e Norte.

Lisboa também é competitiva no aspecto de rentabilidade de aluguel a curto prazo de 4,5%, à frente de cidades como Barcelona, Roma, Paris e Londres, além de estar à frente da média europeia.

Segundo levantamento do Rendimento Adequado em Portugal (raP), uma família com um filho pequeno consegue viver bem com uma renda mensal de 1.800 euros. Com menos de 150 euros consegue cobrir gastos com água, luz, telefone, gás, internet e transporte público.

“Mais que o preço competitivo, brasileiros estão procurando um lugar onde podem viver bem, com tranquilidade, saúde e educação de qualidade para os filhos. Portugal tem tudo isso a oferecer e o fato de termos uma língua em comum torna esse investimento ainda mais seguro”, afirma Lucy Gomes, representante da Casa em Portugal, incorporadora imobiliária portuguesa presente no Brasil.

Soma-se a isso as vantagens oferecidas pelo governo português, principalmente com o programa Golden Visa, que confere autorização de residência àqueles que fizerem investimentos de pelo menos 350 mil euros em áreas de reabilitação urbana ou 500 mil euros em qualquer localidade e o Regime Fiscal para Residente Não-Habitual, que dura por até dez anos e traz vantagens como a isenção de tributos sobre rendimentos obtidos em outros país e alíquotas reduzidas para rendimentos obtidos em solo português.

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