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Precisamos Falar Sobre o Maxi Moda 2016

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O 9º Maxi Moda aconteceu quinta-feira da semana no Teatro do Shopping Rio Mar e trouxe como palestrantes um time de peso, Vitorino Campos, da Animale; Paulo Pedó, da Melissa; Rachel Maia, da Pandora; Alice Ferraz do Fhits e Raphael Costa da Livo, pela primeira vez no evento, o grupo conversou com o público e trouxe olhares nacionais e globais sobre negócios de moda e isso envolveu criação, gestão e marketing.

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Essa, que eu considero como a melhor edição do evento, mostrou que os negócios de moda na terrinha ainda precisam apontar o olhar um pouco mais além do seu próprio nariz, buscar referências, entender seu público, desapegar do “eu quero assim” e estudar, pesquisar e perceber que o que funciona é o “nós fazemos assim”.

O sucesso de uma marca se faz com muitas mãos, uma junção de estilo, marketing e gestão. 

As palestras dos convidados também abriram nossos olhos para a importância da identidade, que a produção deve significar muito mais que só uma peça de roupa, ela deve se comunicar com o seu público consumidor de forma honesta.

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Outro assunto bastante polêmico no seminário, foi o posicionamento das marcas em relação ao trabalho dos bloggers, em um momento, houve até certo constrangimento. Uma famosa blogueira da cidade fez uma pergunta retórica sobre a importância do trabalho dos influenciadores digitais para gerar vendas em tempos de crise, a pergunta gerou um acesso de riso em Raphael Costa, da marca de óculos Livo e deixou calado Vitorino Campos.  A platéia aguardou por alguns minutos a reposta e valeu a pena, os designers explicaram algo que acredito muito: “Ninguém que não se identifica veste a minha marca, não adianta pagar para alguém vestir, na minha marca acontece uma troca de divulgação“, explicou Raphael Costa, que também afirmou que não é o número de seguidores que traz retorno, mas a interação.

Alice Ferraz não teve tempo de preparar sua palestra

Alice Ferraz não teve tempo de preparar sua palestra

Também acredito muito nisso, em Fortaleza, existe um padrão, até muito normativo e meio boring de quem se diz influenciador digital; a meu ver e como disseram os palestrantes, a moda é referência, é cinema, literatura, uma verdadeira construção, drama e anarquismo ligado ao luxo.

Fiquei com a pulga atrás da orelha, mas a doce e pouco embasada Alice Ferraz, respondeu: “Essas meninas não são it girls, são um veículo”. Compreendi.

Ou seja, cabe aos empresários optarem por uma modelo ou alguém que represente estilo para se unir a sua marca.  Se bem que se pensarmos, cada um tem seu espaço.

Ela roubou a cena!

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E entre todos os fashionistas que estavam no evento, quem brilhou mesmo foi a Rachel Maia, C.E.O da Pandora, a administradora conquistou a todos com muito bom humor e ensinamentos que vão além dos negócios, para a vida! Se você tiver oportunidade de vê-la em ação, agarre!

E que venha o Maxi Moda 2017.

 

 

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