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Relembre cinco games de sucesso que viraram filmes e decepcionaram os fãs

Filmes baseados em jogos de videogame sempre que são lançados sofrem com críticas. O motivo se dá pelo fato da produção deixar a desejar ou não retratar o que é visto quando os jogadores estão no comando. Pensando nisso, o ID resolveu listar cinco filmes baseados em games que foram decepcionantes para os fãs.

“Super Mario Bros” (1993)

Os irmãos Mario de ‘Super Mario Bros.’ no filme (à esq,) e no último game (à dir.) (Foto: Divulgação/Nintendo/Hollywood Pictures)

Começando pelos queridinhos dos anos 90, o longa era a esperança dos fãs de ter um filme com Mario, Luigi, Princesa Peach, Toad, Bowser e outros personagens. Porém, optou por um roteiro bizarro que coloca os encanadores do Brooklyn em uma dimensão paralela onde os dinossauros não foram extintos e evoluíram como os seres humanos. Os irmãos se metem em confusões para salvar a princesa Peach de Bowser (no filme chamado de Rei Koopa) e, por conta disso, atravessam dimensões.

O filme optou por um visual mais realista, bem diferente dos games coloridos criados pela Nintendo. Os irmãos Mario só colocam roupas parecidas com as dos jogos no final da história. Eles conseguem saltar grandes alturas e distâncias. Enfrentam goombas e outros seres de Dinohattan, a cidade onde vivem os evoluídos dos dinossauros. O filme era bem ruim e estreou uma semana antes de “Jurassic Park”. Faturou só US$ 20 milhões, valor considerado baixo para o mercado cinematográfico.

“Double Dragon” (1994)

Game ‘Double Dragon’ em seu filme (à esq.) e no fliperama (à dir.) (Foto: Divulgação/Tecmo/Gramercy Pictures)

O clássico game do gênero “beat ‘em up” – em que os jogadores percorrem cenários enfrentando inimigos com socos e chutes como em “Street of Rage” e “Final Fight” – ganhou um filme que não foi tão ruim quanto o dos irmãos Mario, mas que não fez muito sucesso.

O enredo segue mais ou menos o do jogo: em um mundo pós-apocalíptico (no game, uma bomba atômica devastou Nova York; no filme, um terremoto acabou com Los Angeles), gangues brigam nas ruas em disputas de territórios. E os irmãos Billy, Jimmy e Lee devem proteger um medalhão chinês que pode dar poderes ao seu dono – no game “Double Dragon”, eles devem salvar a namorada de Billy, que foi sequestrada.

A produção parece barata e os atores que interpretam os heróis, Mark Dacascos (Jimmy) e Scott Wolf (Billy), não convenceram críticos e fãs. O filme teve um relativo sucesso quando foi lançado nas locadoras, atraindo crianças e jovens que gostavam dos games.

“Final Fantasy” (2001)

‘Final Fantasy’, o filme (à esq.), e Tidus e Yuna, personagens de ‘Final Fantasy X’ (à dir.) (Foto: Divulgação/Columbia Pictures/Square Enix)

Muito se falou sobre o filme em computação gráfica de “Final Fantasy”, criado internamente pela Square Enix (desenvolvedora da série de RPG), por conta do visual realista de seus personagens e cenários. Falava-se até na substituição dos atores reais por outros criados digitalmente, o que não chegou a acontecer. Mas a tecnologia do filme permitiu que seres digitais interagissem com atores em filmes lançados nos anos seguintes.

Mas o problema dos personagens de “Final Fantasy: The Spirits Within” é que eles não pareciam ter vida, além de movimentos mais duros do que os heróis dos videogames. A dublagem dos atores, com destaque para Alec Baldwin como o capitão Gray Edwards, também não convenceu. Mas a principal falha foi o filme não ter retratado elementos conhecidos da série, como as magias, as invocações e as batalhas.

Anos depois, a Square Enix se retratou e lançou o filme “Final Fantasy VII: Advent Children”, que conta a história após o game de mesmo nome lançado em 1997, trazendo personagens, características e locais conhecidos dos fãs.

“Tomb Raider” (2001)

Angelina Jolie é Lara Croft; capa de game de Game Boy Advance de 2001 mostra visual da heróina dos games na época de lançamento do filme (Foto: Divulgação/IMDB/Eidos)

O fardo de representar a heroína Lara Croft, que em 2001 estava no auge da sua popularidade nos games, coube à Angelina Jolie. Embora sua beleza fosse o destaque, a atuação que forçava um sotaque britânico e as cenas de ação não agradaram, embora o filme tenha obtido sucesso comercial.

Assim como nos games lançados na década de 1990, Lara viaja pelo mundo enfrentando inimigos em busca de relíquias antigas. Ela deve desvendar segredos de seu pai morto para encontrar os pedaços do Triângulo de Luz, um artefato que pode alterar o tempo. A busca fica mais interessante quando a exploradora precisa conseguir o dispositivo antes dos Iluminati, sociedade secreta que quer dominar o mundo.

Uma curiosidade é que a atriz Demi Moore era a mais cotada para interpretar Lara Croft. Daniel Craig, o atual 007 do cinema, fez um papel secundário na produção e Jon Voight, pai de Angelina na vida real, interpretou o pai de Lara, Richard Croft.

O filme teve ainda uma continuação em 2003, “Tomb Raider: The Cradle of Life”, mas não obteve o mesmo sucesso.

“Prince of Persia” (2010)

Pôster do filme baseado em ‘Prince of Persia (à esq.); e o game de mesmo nome (à dir.) (Foto: Divulgação/Ubisoft)

Com produção da Disney e direção de Mike Newell, que já tinha comandado filmes como “O Sorriso de Mona Lisa”, “Harry Potter e o Cálice de Fogo” e “Donnie Brasco”, “Prince of Persia: As Areias do Tempo” tinha tudo para ser o melhor filme baseado em games já feito. Ainda mais por ter pego emprestado a história do título de mesmo nome, “The Sands of Time” (“As areias do tempo”), considerado um dos melhores da franquia, a expectativa entre os fãs era alta. Mas não foi o que aconteceu.

No filme e no game, a história gira em torno de uma adaga que usa as areias mágicas em seu interior para voltar no tempo. Jake Gyllenhaal até se esforça em ser carismático como o personagem principal Dastan e usa o objeto para enfrentar os adversários. O roteiro, que foi reescrito diversas vezes pelo criador da série de PC, Jordan Mechner, foi outro problema do filme, que abusava dos efeitos especiais.

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