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Síndrome da morte súbita: dicas para evitar

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Oi mamães! Esse assunto é chato, maaaas… quanto mais  informação melhor. A revista Crescer dá dicas para evitar a síndrome da morte súbita.

Quem nunca foi várias vezes à noite ao quarto do filho para ver se ele estava apenas… respirando? Isso acontece em especial pelo pânico dos pais com a síndrome da morte. O termo é usado para designar uma morte na infância que não pode ser explicada depois de investigações, tanto da cena (local onde o bebê dormia), autópsia e revisão da história clínica da criança.

Esse tipo de ocorrido tem resultado em cada vez mais estudos, para encontrar uma resposta sobre o que poderia levar a essa morte prematura. Baseada justamente em pesquisas sobre o tema, a Academia Americana de Pediatria (AAP) acaba de publicar 18 recomendações para que as crianças tenham um sono seguro e previna tanto a morte súbita quanto outros tipos de problemas graves relacionados ao sono, como sufocamento. Confira

– De barriga para cima. Sempre! É a posição mais segura. A criança respira melhor e tem menos risco de engasgo – caso vomite, ela vai girar a cabeça para o lado.

– Dormir só em superfície firme, como no berço e com o colchão no tamanho adequado. Carrinho de bebê, sling, bebê conforto e cadeirinha de carro não devem ser usados para rotina do sono. Tudo bem adormecer por alguns minutos, desde que com supervisão, segundo especialistas ouvidos pela CRESCER.

– A APP recomenda que o bebê durma no quarto dos pais nos primeiros meses, mas nunca na mesma cama. Isso porque você consegue monitorar a criança e intervir rapidamente caso aconteça algo. Sem contar que vai facilitar na hora de amamentá-lo durante a noite.

– Bichos de pelúcia, travesseiros ou qualquer objeto solto devem estar fora do berço, inclusive protetores. Além do risco de asfixia, acumulam ácaros. O cuidado vale para roupas de cama, que devem ser presas embaixo do colchão.

– Faça o pré-natal correto. Há diversas evidências que relacionam um menor risco de morte súbita em crianças cujas mães fizeram um pré-natal regular.

– Evite contato com cigarro durante a gravidez e após o nascimento do bebê. O desenvolvimento do bebê no útero é prejudicado pelos maus hábitos, o que pode levar à prematuridade – um fator de risco para a morte súbita. Após o nascimento da criança, o cigarro também deve ficar longe. O fumo passivo prejudica o sistema respiratório. Se algum parente ou amigo seu tem o hábito, ele vai ter de fazer isso longe do seu filho.

– Não beba nem use medicação por conta própria durante a gravidez. E isso inclui o período anterior à sua gestação. Quer engravidar? Cuide-se desde já!

– Amamente. Ao sugar o peito, a criança é obrigada a respirar pelo nariz. Assim, desenvolve melhor o sistema respiratório, deixando os músculos fortalecidos.

– Chupeta como aliada. Isso não quer dizer que, se o seu filho não gosta ou não usa, você deve forçá-lo, mas alguns estudos mostram que o uso do acessório diminui a incidência de morte súbita. No entanto, ela deve ser só oferecida ao bebê quando a amamentação estiver estabilizada, depois de três ou quatro semanas de vida da criança.

– Evite superaquecer o seu filho. Ele deve estar vestido de maneira confortável para o clima do dia. Segundo a AAP, a criança deve estar com uma “camada” a mais de roupa do que você. Apenas isso! Também não deve cobrir a cabeça nem as mãos do seu filho, pois são pelas extremidades que ele regula a sua temperatura.

– Vacine seu filho. Recentes evidências sugerem que a imunização pode ter um efeito protetor contra a morte súbita.

– Cuidado com propagandas de produtos que dizem evitar morte súbita. Não há nenhum acessório ou produto que tenha essa finalidade, muito menos pesquisas científicas que comprove algum benefício em adquiri-lo.

– Não use monitores cardiorrespiratórios como uma estratégia de reduzir o risco de morte súbita. Não entre nessa paranoia!

– Deixe seu filho de barriga para baixo (acordado!) apenas para que ele exercite seus músculos. Mas sempre, sempre, sempre com você ao lado dele! Essa posição é importante para ajudar o desenvolvimento motor e muscular e a minimizar o risco de plagiocefalia – quando o crânio do bebê tem alguma deformidade pela pressão que sofre em apenas um dos lados.

– Você tem uma babá? Seu filho fica em um berçário? Com a sua mãe? Faça com que todos que ajudam você nos cuidados com o bebê saibam das recomendações sobre como prevenir a morte súbita.

– De olho na mídia. A AAP ressalta que tanto propagandas na TV quanto nas revistas, nos sites, nos jornais devem seguir as recomendações do sono seguro ao incluir um bebê em seus projetos.

– Campanha frequente. A Academia enfatiza a importância de campanhas ao redor do mundo orientando pais e educadores no cuidados com o sono das crianças, tanto para prevenir morte súbita como sufocamento e outros acidentes. A instituição reforça que os cuidados com o bebê devem ser passados para a mulher ainda durante a gravidez.

– Pesquisas e mais pesquisas. A cada cinco anos, as orientações para o sono seguro dos bebês devem ser reavaliadas, de acordo com a AAP. Isso inclui novas pesquisas, estudos e investigações por parte dos cientistas.

Fonte: Revista Crescer.