Imóveis e Negócios

Minha Casa Minha Vida 2017: o que muda no programa?

O presidente Michel Temer anunciou, nesta semana, uma série de ajustes no MCMV (Minha Casa Minha Vida).

As medidas prometem trazer mais eficiência ao programa habitacional, facilitando o acesso ao primeiro imóvel e impulsionando o setor da construção civil.

O modelo promove também mudanças nos limites máximos de valor dos imóveis (de acordo com a região do país), assim como no aumento dos valores dos subsídios oferecidos pelo governo (descontos concedidos sobre os valores totais das moradias).

A reformulação implica ainda um reajuste de 7,69% no perfil de renda dos beneficiários pertencentes às faixas:Uma das metas do governo é contratar, neste ano, 600 mil unidades em todas as faixas: 170 mil casas na faixa 1;40 mil moradias na faixa 1,5; e 400 mil nas faixas 2 e 3.

Na faixa 3, o governo criou um limite de avaliação do imóvel de até 300 mil, mas apenas para Rio, São Paulo e Distrito Federal (e somente se o comprador tiver renda mensal entre R$ 7 mil e R$ 9 mil). Abaixo de R$ 7 mil, vale o limite de R$ 240 mil. No Ceará, assim como em todas as capitais do Norte e Nordeste, esse limite passou para R$ 180 mil.

Juros próximos do mercado

O governo dividiu a faixa 3 do “Minha casa, minha vida” com juros de 8,16%, para renda mensal de até R$ 7 mil, e 9,16%, para famílias com ganhos de R$ 7 mil a R$ 9 mil. As taxas ficaram mais próximas das praticadas pelo mercado, mas as condições de financiamento são mais favoráveis ao mutuário dentro do programa do governo federal, o que desperta o interesse.As mudanças no programa habitacional trarão um novo alento ao mercado. Os benefícios poderão ser observados na diminuição do número de desempregados, já que o ramo da construção civil emprega mão de obra de forma intensa.

As faixas do programa sofreram reajuste de 7,69% no perfil de renda das pessoas, referente ao INPC. Só que o de 2016 foi de 6,58%. O Ministério das Cidades considerou o INPC do período entre outubro de 2015 e dezembro de 2016.

Na faixa 3, os novos limites se aplicam à concessão de financiamentos às pessoas físicas para a aquisição de imóveis novos, podendo ser aplicados às unidades habitacionais que já se encontrem concluídas ou em execução.