Blog do Jocélio Leal

Nunca picham a própria casa

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O verniz antipichação deve ser aplicado antes da ação de vandalismo (Foto: Aurélio Alves)

No carnaval do ano passado, o cartunista Mino fez uma “intervenção” na intervenção que fizeram no muro da casa dele no Papicu, em Fortaleza (Foto: Mino)

Fortaleza – Não, um pichador nunca picha a própria casa ou trabalho. Sempre a dos outros. Terrível, né? A repórter do O POVO Lorena Marcello mostra como você pode fazer para tentar se proteger das pichações na sua casa ou, se for vítima, recuperar. Ela conversou com Adriana Resstel, gerente de produto da Tintas Sherwin-Williams. Lorena assina a matéria “Vítimas do Spray”. Clique e leia aqui

O cartunista Mino, um dos mais talentosos do Ceará, usou o bom humor para lidar com uma agressão no muro da casa dele, em Fortaleza, no ano passado. Utilizou cores e formas para transformar uma pichação em grafite. Na época ele, disse ao O POVO, em matéria do repórter Rubens Rodrigues: “Fiz isso para o pichador entender que há outro lado. Que ele pode caminhar para o grafite, uma obra de arte popular. (o grafite) Existe em todo lugar do mundo”.

Quem defende a pichação

O POVO publicou reportagem de Gabriel Amora sobre o assunto. Dizia ser compreensível que as classes média e alta não simpatizem com as pichações que encontram nas ruas.

Segue em “Meu Spray é minha voz”: “O picho, segundo a socióloga Glória Diógenes em seu livro Cartografias: Da cultura e da violência – Gangues, galeras e o movimento hip hop, condiz com ‘os agrupamentos juvenis que têm a marca comum da necessidade de autonomia, da não filiação à ideia de lei e autoridade. Esses agrupamentos juvenis parecem querer varrer vestígios do passado e se constituir no hiper-realismo do presente'”. Clique e leia aqui

 

 

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