Blog do Jocélio Leal

BNB empresta R$ 17,4 bilhões no semestre

Romildo Rolim, presidente do Banco do Nordeste (Foto: Arquivo pessoal)

Fortaleza – No balanço a ser publicado nesta terça-feira no O POVO, o Banco do Nordeste (BNB) declara a contratação de R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre do ano. Destes, R$ 12,33 bilhões são dinheiro do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O aumento é de 93% no volume de recursos de contratações no período, ante idêntico semestre de 2017 (R$ 6,39 bilhões).

Do todo,  R$ 6,37 bilhões para o setor Rural (Agricultura, Pecuária), Agroindustrial, Industrial, Comércio e Serviços e Turismo; e R$ 5,95 bilhões para projetos no setor Infraestrutura.

 No campo infraestrutura, aumento de 436% dos financiamentos. O BNB destaca o apoio a projetos de portos e aeroportos (8,7% do total contratado no setor), energia (76,8%), saneamento básico e água (14,2%) – e de 20,8% em relação aos financiamentos para os demais setores.

Depois do balanço

Mas na posição do último dia 8 de agosto, os empréstimos na área já chegavam a R$ 19, 7 bilhões, dos quais R$ 14 bilhões com recursos do FNE e R$ 5,7 bilhões com recursos de curto prazo. Ao todo, R$ 5,06 bilhões via programa de microcrédito urbano (Crediamigo).

O volume de recursos aplicado até agora via FNE representa um crescimento de 86% em relação ao desempenho do mesmo período em 2017. O BNB atribui às novas taxas de juros do FNE, marcadas pela inclusão do Coeficiente de Desequilíbrio Regional – CDR na fórmula de cálculo impactaram os números.

O CDR funciona como um redutor. Oindicador representa a diferença entre a renda domiciliar per capita das famílias da Região Nordeste em relação a renda domiciliar per capita no Brasil.

Desde julho de 2018, o CDR Nordeste é 0,64, segundo o IBGE. Assim, no cálculo da parte pré-fixada das taxas do FNE, há a aplicação de um desconto de 36%, contribuindo para tornar as taxas de juros mais atrativas do que as oferecidas por outros bancos.

O presidente do BNB, Romildo Rolim, quer chegar ao fim do ano com R$ 30 bilhões aplicados. Para bater meta, faltam R$ 13 bilhões

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