Blog do Jocélio Leal

O fanatismo torna Lula e Bolsonaro bem parecidos

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Bolsonaro e Lula em visitas a Fortaleza (Fotos: Camila de Almeida- O POVO e Divulgação PT)

Fortaleza – O assunto é fanatismo.

Fanatismo

O que aconteceria se a vítima daquela facada fosse Lula? Provavelmente comoção bem maior pela dimensão que o ex-presidente carrega consigo. Lula não é apenas uma esperança, como é Bolsonaro aos olhos de quem o admira. Ele tem recall de dois mandatos populares. Mas ambos são bem parecidos. Eles não têm apenas eleitores. Arrastam seguidores. Foi Lula quem inaugurou o modelo na atual temporada da história. Isto explica o clima irrespirável que chamam de intolerante. Com fanáticos não há diálogo. A propósito da tentativa de homicídio, as teorias da conspiração, sempre ao sabor das crenças de quem as cria, estão na prateleira das redes sociais. Pega quem quer.

Fanatismo II

E também pouco importam as bobagens que um ou outro falem. Os ouvidos ficam moucos enquanto aplaudem. Quanta estultícia já foi pronunciada por ambos. Lula uma porção de disparates quando ainda candidato e também presidente. Bolsonaro tem um inventário de sandices no currículo.

Fanatismo III

Uma diferença entre Lula e Bolsonaro é o partido. Lula tem um. Confuso por essência, mas absolutamente unido em momentos decisivos. Fosse Lula alvo de algo como aquilo, o País seguiria sua vida, como tem seguido. E como seguiu após sua reclusão. Mas veria imensas manifestações de rua da militância, com risco de confrontos com a ala black block. Parece uma contradição, mas mesmo a vítima sendo o candidato que usa a violência como lema, não há nenhuma reação virulenta pós atentado porque não há partido.

Fanatismo IV

Ponha fanatismo na Wikipedia. A definição veiculada na rede colaborativa traz o seguinte trecho: “É extremamente frequente em eleitores de Bolsonaro, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio”. Que tipo de gente posta uma definição como esta? Fanáticos.

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