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Morre o publicitário Luiz Sales, fundador e ex-presidente da Fenapro

A publicidade brasileira perdeu, nesta sexta-feira, 22 de setembro, um dos mais importantes nomes do setor. Faleceu em São Paulo o publicitário Luiz Sales, fundador e primeiro presidente da Fenapro, cujo mandato foi de 1982 a 1985.

 

Sales foi responsável pela ideia da criação da Fenapro, numa época em que somente São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul possuíam representatividade sindical. Para dar vida a Fenapro, Sales teve que criar uma dimensão nacional, incentivando a criação dos Sinapros em diversos estados, já que a legislação exigia no mínimo cinco sindicatos estaduais para a criação de uma federação nacional. Para isso, Sales viajou pelo Brasil, ajudando a criar o sindicato de Minas Gerais e o de Brasília. Por isso, foi eleito o primeiro presidente da Fenapro no ano de sua criação, em 1982, exercendo a presidência neste primeiro ano ainda como presidente do Sinapro-SP, já que as ações da Fenapro iniciaram nas dependências do Sinapro, o qual presidiu entre 1974 e 1983.

 

Engenheiro agrônomo de formação, Sales dedicou-se desde cedo à publicidade, ao fundar com o irmão Mauro a Salles Publicidade, agência que presidiu por mais de duas décadas, mantendo-a sempre entre as cinco maiores do país à época. Em 1995, Salles fundou a LMS Counseling, empresa de assessoria e aconselhamento de lideranças em decisões corporativas. Em 2000, juntou-se aos colegas publicitários Alex Periscinoto e Sérgio Guerreiro e ao jornalista Walter Fontoura para fundar a SPGA – Consultoria de Comunicação e atuar nas áreas de Relações Públicas e Seleção de Agências, além de prestar serviços de Counseling a presidentes de empresas como Vale, Santos Brasil, Votorantim, BASF, Bradesco, entre outras.

 

Além da presidência da Fenapro e do Sinapro-SP, Sales foi o 1º vice-presidente do Conselho Deliberativo da ESPM e consultor da Febraban, Bradesco, diretor da TV Manchete, membro do Conselho Cultural da BR-Petrobrás e do Conselho do Pão de Açúcar, vice-presidente da Abap e do Conselho da Fundação Bienal. 

 

Com informações da Fenapro

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