Leituras da Bel

Veja lista com as minhas dez melhores leituras de 2017

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Ana Miranda, escritora cearense, tem uma das obras mais intrigantes da literatura brasileira

Fazer uma lista é sempre um risco. Livros maravilhosos podem ser esquecidos e por aí vai. Mas, atendendo pedidos insistentes, fiz um compilado dos dez livros que mais me motivaram em 2017. Tem Raisa Christina, Rupi Kaur, Mia Couto, Ana Miranda. Os livros não formam um ranking. Coloquei em ordem aleatória, ok?

Quero saber: quais os melhores livros do ano?

Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur
Rupi é rainha. Com um livro de poemas simples e conciso, a indiana criada no Canadá conseguiu uma legião de leitoras e leitores.

Em busca de Watership Down, Richard Adams
Lançado pela primeira vez em 1972, o livro conta a história de um grupo de coelhos que precisa sair do seu local de origem após pressagiar a devastação iminente do viveiro.

Claviculário, Anna K Lima
Gestado durante dez anos, o livro da escritora cearense Anna K Lima tem fogo, água, terra e elementos ainda não descobertos. É sublime. Uma das leituras que mais me deixou fora do eixo nos últimos anos. O livro saiu em junho de 2017 pela Editora Substânsia e ganhou uma nova edição do Selo Editorial Aliás. Eu já indiquei esse livro na lista do Margens!

Não era você que eu esperava, Fabien Toulmé
É uma HQ muito bem trabalhada, divertida e com uma história real. Fabien Toulmé narra o processo de descoberta e aceitação da filha caçula, Julia, que o diagnóstico de Síndrome de Down. É uma produção divertida, emocionante e cheia de sinceridade. Eu falo mais sobre ela aqui!

“Quando vieres ver um banzo cor de fogo”, Nina Rizzi
Nina é uma das poetas mais certeiras que conheço. Em 2017, ela veio com Quando vieres ver um banzo cor de fogo. Livro publicado pela Editora Patuá, tem tanta força que – às vezes – me deixa sem reação. Nina é conhecida por seu significativo trabalho com oficinas de escrita criativa para mulheres. Eu já indiquei esse livro na lista do Margens!

“Mensagens enviadas enquanto você estava desconectado”, Raisa Christina
O livro foi lançado em 2014, mas, nesse ano, ganhou uma notoriedade na cena literária cearense. Raisa é dona de uma escrita certeira. Sabe chegar aos corações. E, para além da palavra, o livro tem ilustrações incríveis feitas por ela, que também é uma excelente artista visual. A publicação também é da Editora Substânsia. Eu já indiquei esse livro na lista do Margens!

Angélica Freitas (foto: Bianca de Sá/divulgação)

Um útero é do tamanho de um punho, Angélica Freitas
Um livro incrível! A poesia de Angélica é potente, sedutora, certeira. Publicado pela Companhia das Letras, o livro me ganhou facinho. Os textos partiram de uma série de inquietações – sobre o espaço, sobre a condição feminina, sobre as construções coletivas. Eu conversei com a Angélica e tem matéria aqui!

O peso da luz, Ana Miranda
É um livro simples e considero até fora da curva da produção da Ana. Escritora cearense de renome nacional, indicada a prêmios e pessoa incrível, Ana narra histórias relacionadas a vinda da comitiva do cientista Albert Einstein ao Ceará, processo que resultou na comprovação da Teoria da Relatividade.

Desmundo, Ana Miranda
Meu livro preferido entre os produzidos por Ana Miranda. Ela recria o Brasil colonial a partir da perspectiva das órfãs que eram trazidas para casar com “os senhores brancos e de bem”. O texto tem sangue, exploração, machismo, ruína e salvamento. Em 2003 foi feito um filme com base no livro.

Terra Sonâmbula, Mia Couto
Publicado no início da década de 1990, o livro narra várias mazelas provocadas pela Guerra Civil. São várias histórias narradas simultaneamente. É um ótimo livro, porém, eu alerto, é preciso ter o estômago e o coração reforçado para avançar na leitura.

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