Leituras da Bel

Veja dicas para ler gastando pouco ou nenhum dinheiro

Duas coisas aconteceriam se eu comprasse todos os livros que desejo. A primeira é que não teria espaço físico para guardar os volumes. A segunda é que eu decretaria falência. Livro, no Brasil e em outros países, ainda é um produto caro. Pensando nisso, organizei uma lista com minhas dicas para quem tem pouco dinheiro e muita vontade de ler.

Foto: Aurélio Alves

Para ler:

Peça o preço do site
Mentalize a cena: você está na livraria física, encontra um livro maravilhoso e ele está pelo preço padrão. Olha no site da mesma livraria e encontra o livro com um bom desconto. Acontece o dilema: comprar logo com o preço padrão mais caro ou pedir pela internet para receber dias (ou semanas) depois e ainda pagar o frete? Bom, junte as duas opções. Basta procurar o vendedor e pedir o preço do site. SIMPLES. Já usei essa técnica na Saraiva e na Cultura de Fortaleza. O vendedor entrega um “papelzinho” ou uma “nota”, que deve ser levada ao caixa. Já fiz economias de 50, 60 e até 70 dinheiros, dependendo da quantidade de títulos.

Leia de bibliotecas
Como você encontrava os livros quando era adolescente? De onde vieram os primeiros livros que você leu na vida? Para muitas pessoas, a resposta para essas duas perguntas é única: biblioteca da escola. Tá bom, a maioria de nós já passou da idade escolar e não pode mais locar livros na escola. Mas existem ótimas bibliotecas na Cidade. Parte delas, inclusive, com acervos sempre atualizados e sem a necessidade de ter um vínculo empregatício ou de estudo com a instituição. Veja lista completa de bibliotecas aqui no link!

Procure Livros Livres
Fortaleza tem uma verdadeira revoada de livros livres. São exemplares disponibilizados gratuitamente – sem registro e sem amarras – em locais públicos ou em lugares definidos. Há pontos de livros livres no Benfica, na Aldeota, no Meireles, no Curió, no Bom Jardim… E se engana quem pensa que são apenas obras velhas e empoeiradas. Os acervos costumam ser bons – incluindo lançamentos e obras desejadas.

Pegue livros emprestados (e devolva!)
Peça aquele livro maroto emprestado ao amigo, ao professor, ao irmão, ao vizinho. Pedir emprestado não dóis (na maioria das vezes), é gratuito e possibilita o intercâmbio entre leitores. O importante é cuidar bem do exemplar. Afinal, o objeto pertence ao outro e existiu um voto de confiança na relação de empréstimo. E, claro, aquela máxima de que nunca devemos devolver os livros emprestados não se aplica. Devolver é importante, é necessário! Afinal, em algum momento, você vai precisar utilizar novamente a biblioteca do amigo, do professor, do irmão, do vizinho.

Leia clássicos disponíveis na internet
Livros que já estão em domínio público são facilmente encontrados na internet. Aqui incluímos Machado de Assis, Franz Kafka, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e tantos outros autores que vale a pena descobrir. Na maioria dos países, uma obra entre em domínio público no primeiro dia do ano seguinte em que se completam 50 ou 70 anos da morte do autor. No Brasil é adotado o padrão de 70 anos. Em 2018, por exemplo, entraram em domínio público Alister Crowley, Alice Babette Toklas, Winston Churchill. Claro, há o incômodo da leitura em instrumentos virtuais – como celular, computador e tablet – mas sempre é possível se adaptar.

 

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