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Curso Necropolítica: zonas áridas e re-existências poéticas está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o curso Necropolítica: zonas áridas e re-existências poéticas. A formação aborda o pensamento de Achille Mbembe em diálogo com Franz Fanon, Michel Foucault, Grada Kilomba, Lélia Gonzáles, entre outros autores e autoras – “que podem contribuir para uma reflexão sobre o necropoder no contexto cearense e as práticas de re-existências inventadas em nossos territórios”, conforme explica material de divulgação.  O doutorando em Sociologia e arte-educador Rômulo Silva e a mestranda em Estudos de Gênero e advogada popular Dillyane Ribeiro são os responsáveis por ministrar a formação.

Fotografia de Gustavo Costa (@pretodeomolu)

“Partindo da noção introdutória de zonas áridas ou “zonas do ser e do não-ser”, este curso objetiva discutir os conceitos de necropoder, a questão da raça e práticas de re-existências poéticas. Iniciaremos pelas lentes caleidoscópicas de Frantz Fanon como esforço que destaca esta espécie de força necropolítica que adoece a vida e, em uma reversão permanente, toma a morte pela vida e a vida pela morte numa versão atualizada do colonialismo (sistema da Plantation). Esta relação oscila constantemente entre o desejo de explorar o Outro e a tentação de exterminá-lo”, explica o material de divulgação do curso.

As aulas acontecem nos dias 8, 15 e 29 de junho, sempre das 9h às 12 horas e das 13h30 às 16h30. O curso será ministrado na Rua Deputado João Lopes, 83, Centro, em Fortaleza. A inscrição pode ser realizada em tinyurl.com/necropolitica. O valor da inscrição é R$ 50 e pode ser efetuada mediante depósito (conferir dados das contas no formulário de inscrição).

“Nesta poética da relação, no entremeio e nas encruzilhadas inventivas, por vezes subterrâneas, as práticas de re-existências poéticas aqui tratadas são táticas de desvio. Essas práticas de re-existências inventadas e imersas em porosos espaços precários, militarizados, vigiados por torres pan-ópticas de repressão e conflagrados por uma guerra entre siglas rivais do crime organizado (facções) e policiais militares, são lampejos de sobrevivências dentro desta grande noite que tem por objetivo subjugar a vida ao poder da morte. Trata-se de um duplo ato de sobrevivência: planejamento de fuga para escapar da morte e ao mesmo tempo inventar zonas de re-existências a favor de outra forma de vida: uma poética decolonial”, continua o material de divulgação.

Conheça os ministrantes

Rômulo Silva  é mestre e doutorando em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará, arte-educador, pesquisador em Movimentos Contemporâneos de Juventudes e integrante do Laboratório de Estudos da Conflitualidade e Violência.

Dillyane de Sousa Ribeiro é mestranda em Estudos de Gênero pela Universidad Nacional de Colombia, bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará, assessora jurídica do Cedeca.

Serviço
Necropolítica: zonas áridas e re-existências poéticas
Quando: dias 8, 15 e 29 de junho
Horário: sempre das 9h às 12 horas e das 13h30 às 16h30
Onde: Rua Deputado João Lopes, 83, Centro, em Fortaleza

 

 

 

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