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Custos fixos e custos variáveis: entenda a diferença

(Foto: rawpixel/Pixabay)

Todo negócio possui despesas. Saber identificá-las é fundamental para a boa manutenção do caixa de uma empresa

Os gastos são necessários para manter a produção, a rotatividade e o funcionamento constante de um negócio. A classificação dos custos, no que se refere a fixo ou variável, é referente ao grau de variação em relação ao volume de produção e/ou venda dos produtos oferecidos pelo empreendimento.

De acordo com o especialista em consultoria e finanças Marcos Venício Gondim*, toda empresa tem gastos que são realizados com diferentes finalidades. “Uma delas é a compra de máquinas e equipamentos; outros são os que a empresa utiliza para fazer vendas. Esses são considerados despesas”, pontua. O especialista informa que tais gastos também podem ser aplicados na produção de bens e serviços: “esses, sim, são considerados custos”.

Os custos são classificados em dois tipos: fixos e variáveis. “Os fixos não sofrem mudanças no valor, independente da diminuição ou aumento da produção. São gastos realizados e que não sofrem influência do volume da variação de venda ou produção, como conta de água, limpeza, segurança, vigilância, aluguéis de equipamentos, instalação e etc.”, explica.

Já os custos variáveis variam proporcionalmente com o nível de produção. “Eles se alteram numa relação direta e proporcional com o volume de produção ou venda”, afirma Marcos. Ele cita como exemplo um negócio que produz quentinhas. “Em um período, essa empresa recebe uma encomenda acima do comum e precisa aumentar a produção. Isso exige mais mão de obra, mais compra de alimentos e um gasto maior com gás e energia”. O especialista aponta que o gasto da empresa para aquela ação sofreu uma variação.

Fazer um controle de caixa ajuda o gestor a administrar o negócio de maneira eficiente. Em situações onde se faz necessário um maior investimento para o cumprimento de metas de uma produção onde os custos são variáveis, possuir capital de giro para manter a operação funcionando é fundamental.

Para Marcos, o gestor deve fazer um relatório financeiro e mapear seus gastos. “Além de saber identificar os custos, ter essas informações é essencial para fazer um planejamento prévio”, aponta.

A ausência dessas informações na empresa pode trazer efeitos negativos. O primeiro deles é o desconhecimento do lucro. “Se eu não sei quanto custa algo, não há como saber se o preço de venda cobre a despesa que tive para obter uma mercadoria”, informa Gondim. Outra consequência é a fixação do preço sem a base do custo. “Nesse caso, existe a possibilidade de o empreendedor perder a venda caso o preço seja muito alto ou perder lucratividade em caso de preços muito baixos”, adverte.

*Marcos Venício Gondim é consultor do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (Sebrae/CE)

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