Novo Ensino Médio

Inglês será obrigatório no novo ensino médio

A reformulação do ensino médio torna o inglês obrigatório a partir da 6ª série do ensino fundamental. A medida tem como objetivo aproximar o aluno brasileiro da realidade de mercado. Cada vez mais, as empresas exigem a fluência na língua mais usada no mundo dos negócios.

Inglês passa a ser disciplina obrigatória no ensino médio (Foto: Evilázio Bezerra/O POVO)

Segundo levantamento realizado pela organização internacional British Council, apenas 5% da população brasileira fala uma segunda língua. E menos de 3% têm fluência no idioma inglês. Uma pesquisa divulgada em novembro pela instituição global Education First (EF) reforçou a deficiência dos brasileiros com o inglês.

No ranking internacional de proficiência em língua inglesa elaborado pela entidade em 2010, o Brasil caiu de 40° para 41º lugar. Na pontuação que vai de 0 a 80, fizemos 51,92 pontos, ficando atrás de países com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo que o nosso. Filipinas, República Dominicana e Vietnã pontuaram melhor que o Brasil.

Fim de uma lacuna

A deficiência do Brasil país reflete diretamente no mercado de trabalho. Para alcançar boas posições em grandes empresas e desenvolver carreiras internacionais, o “se vira” no inglês não adianta. É preciso ter fluência, saber dialogar, debater ideias. E quanto mais cedo for esse contato do jovem com a língua estrangeira, mais fácil será o aprendizado.

Assim, a obrigatoriedade do inglês a partir da 6ª série do ensino fundamental é um passo importante. A reforma prevê ainda que as escolas poderão ofertar outras línguas estrangeiras, embora não sejam obrigadas. No caso de uma segunda língua, deve ser dada preferência ao espanhol.

A medida, assim como tantas outras mudanças propostas através da reforma do ensino médio, visa atualizar o conteúdo trabalhado em sala de aula, hoje muito aquém do que o mundo moderno exige. “O projeto parece interessante, já que procura executar um processo de formação mais permeável às aptidões específicas dos alunos e mais próximo às necessidades do mercado de trabalho”, opina João Bosco Ribeiro, supervisor de ensino, especializado em coordenação escolar.

Para ele, no atual modelo existe uma lacuna entre o que a escola desenvolve nos alunos e o que o mercado de trabalho exige. “Desenvolver ferramentas de aprendizagem autônoma, curiosidade, boa capacidade de se relacionar com os outros e saber lidar com as emoções são habilidades que as escolas devem procurar desenvolver e não apenas trabalhar com conteúdo de forma estanque e, muitas vezes, sem significado”, pontua.

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