Novo Ensino Médio

Novo ensino médio fortalece áreas de conhecimento

Para tornar a escola mais atrativa, o novo ensino médio muda completamente os caminhos até sua conclusão. A principal mudança consiste em aposentar a obrigatoriedade das 13 disciplinas que hoje são oferecidas. Será adotado um programa mais flexível, permitindo que cada aluno opte por aprofundar áreas de conhecimentos de sua vocação.

 

O currículo do novo ensino médio será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e garantirá a formação geral por meio dos conhecimentos comuns. Cerca de 60% desse programa segue igual para todos os estudantes, com obrigatoriedade das disciplinas de educação física, artes, sociologia, filosofia, português e matemática (as duas últimas durante os três anos de ensino médio). Os outros 40% serão destinados às áreas de conhecimento, em que o estudante poderá escolher entre as cinco áreas de estudo para o aprofundamento específico.

 

Serão oferecidas as seguintes áreas de conhecimento:

  1. linguagens e suas tecnologias
  2. matemática e suas tecnologias
  3. ciências da natureza e suas tecnologias
  4. ciências humanas e sociais aplicadas
  5. formação técnica e profissional

As escolas não são obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco áreas, mas deverão ofertar ao menos uma. Isso ficará definido pelo currículo de cada secretaria de educação.

Alunos do ensino médio poderão optar entre cinco áreas de conhecimento (Foto: Mateus Dantas/O POVO)

Vai dar certo

Ainda em período de transição, a reforma traz algumas dúvidas e divide opiniões, como é o caso da estudante Ana Cecília, que ingressa no ensino médio em 2018. “Eu acho que a mudança é ótima, mas tem o lado bom e o lado ruim. O bom é que o aluno não vai precisar estudar o ‘desnecessário’ para a profissão que ele quer seguir. E o lado ‘ruim’ é que, de certa forma, deixa-se de aprender conteúdos importantes”, pondera.

Ana Cecília e seus colegas farão parte das primeiras turmas do novo ensino médio e sairão da escola com mais conhecimento e segurança para enfrentar a vida adulta. A expectativa é de que essa geração tenha ainda mais qualidade do ensino, com o aumento da carga horária, estudo direcionado e mais acompanhamento escolar.

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