Novo Ensino Médio

A volta do ensino técnico

Divulgação/ Seduc

Com a reforma curricular, o Brasil volta a investir na educação técnica como formação de mão de obra. A partir de 2018, os cursos técnicos deixam de ser complementares e passam a ser uma opção no ensino médio. A mudança é uma estratégia do Ministério da Educação (MEC) para facilitar a inserção no mercado de trabalho. A medida melhorará a renda de milhares de jovens brasileiros que optarem pelo ensino técnico.

No modelo atual, para receber o certificado técnico de nível médio, o aluno precisa cursar 2.400 horas do ensino médio regular. Também são exigidas 1.200 horas de ensino técnico, uma dedicação, muitas vezes, impossível nas famílias de baixa renda. Prova disso são os altos índices de evasão escolar.

Como fica?

Depois da reforma, o jovem poderá sair da escola com um diploma do ensino médio e um certificado do ensino técnico. A carga horária regular passa de 800 para mil horas por ano. O currículo e demais itinerários formativos ficarão a cargo dos estados, mas deverão seguir diretrizes estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A escolha pelo ensino técnico, entretanto, não inviabiliza que o estudante possa ingressar em uma universidade. Ele poderá prestar fazer o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) como todos os outros estudantes. A formação técnica será mais uma opção para quem prefere ou precisa ingressar direto no mercado de trabalho já qualificado.

Para Liz Siqueira de Medeiros, aluna do segundo ano do ensino médio, a reforma ainda gera algumas dúvidas. A possibilidade de ingressar no mercado de trabalho é uma das vantagens. “Tenho medo que a formação técnica desvalorize algumas profissões. Mas concordo com a reforma porque os alunos sairão da escola capacitados, principalmente os jovens que não têm muitas oportunidades. Eles já entrarão no mercado de trabalho e ajudarão suas famílias”, argumenta.

Ensino profissionalizante no Ceará

Divulgação/ Seduc

O Ceará conta hoje com 115 escolas estaduais de educação profissional. Nessas escolas, os alunos aprendem uma profissão ao mesmo tempo em que fazem os três últimos anos da educação básica, das 7 às 17 horas, com três refeições garantidas. Durante o terceiro ano, os alunos têm acesso ao estágio curricular obrigatório e remunerado. Ao todo, 4,5 mil empresas são parceiras nos programas de promoção de estágio profissional com o atendimento de 15 mil estudantes.

O currículo desenvolvido é composto por disciplinas da base nacional comum (currículo do Ensino Médio), da formação profissional, além de uma parte diversificada, que abrange componentes curriculares como: Empreendedorismo, Projeto de Vida, Mundo do Trabalho, Formação para a Cidadania, Projetos Interdisciplinares, Horários de Estudo, Língua Estrangeira Aplicada. A carga horária total trabalhada ao longo dos três anos do ensino médio integrado à educação profissional é de 5.400h.

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