Novo Ensino Médio

O que muda quando a BNCC estiver concluída?

Divulgação/ Seduc

A implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) será o início de uma grande transformação no ensino básico do Brasil. O texto homologado em dezembro e aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) trata da educação infantil e ensino fundamental. Até o final deste semestre deve ser finalizada a etapa do ensino médio.

“A base é um avanço histórico para a educação brasileira. Vai reduzir as desigualdades educacionais e melhorar as aprendizagens”, avalia a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

BNCC homologada, escolas e redes de ensino iniciam adaptação e revisão de currículos para implementar a Base em 2019.

Até 2020, as mudanças propostas pela BNCC já deverão começar a entrar em sala de aula. A implantação será de responsabilidade das escolas e redes de ensino. O MEC atuará como parceiro dos estados e municípios nesse processo, dando suporte técnico, financeiro e realizando os ajustes necessários.

Segundo o texto de apresentação da Base, “espera-se que a BNCC ajude a superar a fragmentação das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e seja balizadora da qualidade da educação, isto é, da garantia do direito dos alunos a aprender e a se desenvolver, contribuindo para o desenvolvimento pleno da cidadania”.

Impactos da BNCC

(Foto: Tatiana Fortes /O POVO)

Além da revisão e adaptação dos currículos, escolas e redes de ensino farão outros ajustes ainda em 2018. Deverão rever os materiais didáticos trabalhados em sala de aula e criar novos recursos pedagógicos alinhados à Base. “Materiais didáticos ficarão mais claros, coerentes com todo o processo formativo”, destaca Wisley Pereira, coordenador do ensino médio no MEC.

Conforme o professor, a BNCC também impactará na formação inicial e continuada dos professores. Estes precisarão conhecer a fundo o documento para estarem aptos a ensinar com base nas novas orientações. “Se eu sei muito bem aonde nós queremos chegar com os nossos currículos e quais são os direitos de aprendizagem que eu quero adquirir para os meus estudantes, eu sei como formar os professores melhor”, complementa.

A tarefa de formar os professores cabe aos sistemas e redes de ensino. Contudo, a complexidade vai exigir que União, Distrito Federal, estados e municípios somem esforços para manter a unidade proposta.

Outro impacto da BNCC será nas avaliações que norteiam a qualidade do ensino básico no Brasil. Elas também serão revistas e alinhadas à Base e envolverão gestores municipais, estaduais e instituições de ensino e pesquisa. A implantação das mudanças no Enem seguirá o cronograma negociado com as redes municipais e estaduais, instituições de ensino e pesquisa, além das instituições de ensino superior públicas e privadas.

 

Ensino médio

A parte da BNCC que define as diretrizes para o ensino médio ainda está em elaboração no MEC e deve ser enviada para parecer do CNE ainda no primeiro semestre de 2018. Com a discussão sobre a reforma do ensino médio, essa parte do texto precisou aguardar a aprovação da reforma para ser construída já nos moldes do novo ensino médio.
A BNCC definirá as competências e conhecimentos essenciais que deverão ser oferecidos a todos os estudantes na parte comum do ensino médio (1.800 horas), abrangendo as quatro áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas) e todos os componentes curriculares do ensino médio definidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996) e nas diretrizes curriculares nacionais de educação básica.

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