Novo Ensino Médio

Como fica o Ensino Técnico com o Novo Ensino Médio

Divulgação/ Seduc

A reforma do ensino médio pôs em pauta a importância do ensino técnico na formação dos jovens brasileiros. Viu-se que é necessário torná-lo atraente para que os alunos possam, com seus talentos, contribuir para o desenvolvimento do País. De forma mais inclusiva e sustentável, sem a sensação de que se trata de opção restrita aos desfavorecidos economicamente.

Além da expansão, este tipo de ensino precisa ser atualizado. A mão de obra com pouca qualificação ainda é uma realidade no mercado de trabalho brasileiro. Atualmente, a maioria dos jovens conclui o ensino médio sem qualquer formação profissional. São absorvidos em atividades de baixa qualificação e, consequentemente, com remuneração indesejável.

O ensino técnico deixa de ser complementar e passa a ser uma opção de formação no ensino médio.

Como é hoje

Para uma formação técnica de nível médio, é necessário cursar 2.400 horas do ensino médio regular, mais 1.200 do técnico. Com a reforma, o estudante terá diploma do ensino médio e certificado do ensino técnico na carga horária de 1.000 horas/ano. Essa otimização torna o novo ensino técnico mais interessante e motivador.

Felipe Campos aprova a mudança. Ele é aluno de bacharelado em Engenharia Mecatrônica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE – Fortaleza). “Gostaria que a mudança tivesse sido implantada na época que eu estava cursando.Hoje, vejo que muitas coisas que aprendi não me trouxeram benefícios no curso superior”.

Segundo ele, caso tivesse tido aprofundamento de algumas matérias, hoje teria superado, com mais facilidade, o início do ensino superior. “Além disso, a escolha das matérias poderia ter evitado dúvidas em relação qual futuro eu iria tomar”, constata.

 

Mercado de trabalho

Para Marcel Ribeiro, diretor do IFCE Pecém, as mudanças serão percebidas pelo mercado de trabalho daqui a cinco anos. “Nós só vamos começar a perceber de fato alguma mudança daqui a uns quatro ou cinco anos. Consideramos que vamos começar a receber profissionais formados no novo Ensino Médio no mercado de trabalho após esse período”.

De acordo com o professor, é importante ressaltar que a formação de Jovens Aprendizes, quando bem formatada, também é positiva. “O estudante vai entrar no mercado de trabalho ainda no Ensino Médio, por isso é importante as instituições de ensino trabalharem a questão do Sistema de Aprendizagem”, afirma.

Ricardo Parente, presidente da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a nova formatação trará mais foco ao aluno.

“A ideia é que se coloque o ensino técnico como disciplina ao longo da formação do aluno. O lado bom é que você vai criar foco no que o aluno vai fazer. Essa é uma ideia antiga, de uma nova Base Nacional Comum. A ideia é que os currículos do país sejam alinhados, que todas as escolas vejam determinados conteúdos mínimos em Português, Matemática, História e assim por diante… Isso é muito positivo”, avalia.

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