Novo Ensino Médio

Ceará terá 228 escolas em tempo integral em 2018

Ceará ganhou as suas 26 primeiras escolas de ensino médio em tempo integral em 2016 (Divulgação/ Seduc)

A partir deste ano, o Ceará vai contar com mais 40 escolas em tempo integral. Das 716 unidades que integram a rede estadual de ensino, 228 funcionarão em horário integral. Destas, 116 são Escolas Profissionalizantes em Tempo Integral e 112 de ensino médio regular.

As 40 novas unidades fazem parte das escolas contempladas pelo Programa de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Lançado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2016, a iniciativa vai apoiar as redes estaduais na criação de novas vagas no ensino médio em tempo integral.

Por meio do programa, o MEC vai garantir apoio às redes estaduais por 10 anos, com recursos de R$ 2 mil por aluno/ano matriculado em escolas de tempo integral. O valor corresponde a cerca de 50% a 70% do custo adicional gerado por este modelo de educação.

Somente no ciclo 2018 – 2020, serão 572 escolas e 257.400 estudantes inseridos no ensino integral. O Ceará foi segundo estado em número de aprovação de escolas (44) no programa, ficando atrás apenas de São Paulo (63). O MEC estima que sejam alcançadas 520 mil matrículas em 1.088 escolas em todo o país até 2020.

Tempo integral no Ceará

Em 2016, o Ceará ganhou as suas 26 primeiras escolas de ensino médio em tempo integral. No ano seguinte, foram implantadas mais 45 unidades. Neste ano, mais 40 escolas seguirão a jornada estendida.

As escolas estão em áreas consideradas mais vulneráveis. A localização estratégica visa gerar oportunidades e mais tempo dentro da escola para estudantes expostos a condições mais precárias de vida.

Cada escola oferta uma jornada de 9 horas diárias (1.800 horas por ano). Os alunos têm 30 horas semanais de disciplinas da base comum a todos (português, matemática, história etc). As outras 15 horas são destinadas às disciplinas elegíveis.

Escolha de disciplinas

Segundo o secretário de educação do Ceará, Idilvan Alencar, uma vez por ano, as escolas realizam uma espécie de “feirão” das elegíveis. Os alunos são convocados a irem até a escola votar em quais disciplinas desejam cursar naquele período. As mais votadas são ofertadas. A lista chega a 300 opções. Entre as mais pedidas anualmente estão dança, teatro, xadrez e as ligadas aos esportes.

“Esse programa [do MEC] é muito importante, mas se a escola não tiver uma proposta pedagógica boa, fica complicado. Oferecer o dobro do mesmo, não dá. Aqui no estado cada escola monta a sua grade ouvindo o aluno”, ressalta.

A oferta das disciplinas eletivas segue os seguintes eixos temáticos: Educação em Direitos Humanos; Educação Científica; Formação Profissional /e-Jovem – Informática; Educação Ambiental e Sustentabilidade; Mundo do Trabalho; Comunicação, Uso de Mídias, Cultura Digital e Tecnológica; Esporte, Lazer e Promoção de Saúde; Artes e Cultura; Clubes Estudantis e Desenvolvimento de Projetos, além de aprofundamento de conteúdos do núcleo comum.

Importância do tempo integral

Para Idilvan Alencar, o modelo de escola em tempo integral consegue trabalhar alguns dos problemas que surgem ao longo do processo de escolaridade. Um deles é a evasão escolar. Ele acredita que o protagonismo dado ao estudante torna a escola em um ambiente mais atraente.

“No momento em que o aluno escolhe uma disciplina, ele passa a ter mais aderência, uma convivência melhor com a escola, consequentemente não pensa em abandono. Uma escola que tem o conteúdo diversificado e prepara a pessoa para a vida e não apenas para aquela coisa do conteúdo, tem uma aceitação melhor por parte do aluno”, afirma.

Outro problema mais facilmente trabalhado no tempo integral, segundo Alencar, é o desempenho escolar. Com a carga horária maior, há mais condições de suprir algumas deficiências apresentadas ao longo do ano letivo. “Eu tenho aluno com dificuldade em matemática: como eu tenho o turno da tarde, posso trabalhar esse aluno numa proposta específica”, explica.

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