Novo Ensino Médio

O modelo das escolas Pernambucanas

Divulgação: Seduc

O Ministério da Educação (MEC) lançou, em 2016, o Programa de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. O modelo foi inspirado na experiência de escola em tempo integral adotado pioneiramente por Pernambuco. A iniciativa das escolas pernambucanas passou a ser referência pelos bons resultados. O Estado saiu de 22º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para 1º lugar em 2016.

O modelo de escola em tempo integral no ensino médio foi implantado em Pernambuco entre os anos de 2003 e 2004 como um projeto piloto. No ano de 2008, a iniciativa virou política pública com a criação do Programa de Educação Integral (Lei Complementar nº 125, de 10 de julho de 2008).

Um ano depois foi criada a Secretaria Executiva de Educação Profissional, com a função específica de cuidar das escolas integrais. A melhoria da qualidade do ensino e a reestruturação do ensino médio eram uma meta do governo da época.

As escolas de tempo integral de Pernambuco adotam uma educação interdimensional, na qual o aluno é trabalhado de uma forma integral. Além dos conteúdos didáticos, há espaço para o exercício da cidadania e o protagonismo juvenil.

Maior rede do Brasil

Segundo dados da Secretaria de Educação, hoje Pernambuco possui 372 escolas em tempo integral no ensino médio. Destas, 332 são escolas de referência e 40, técnicas. Cerca de 200 mil alunos estão matriculados em escolas com jornada ampliada. Do total de vagas ofertadas aos estudantes de ensino médio, 51% são destinadas ao tempo integral.

Dentre as escolas de jornada ampliada estão as de tempo integral, que oferecem aulas nos dois turnos durante todos os dias da semana; e as semi-integrais, cujas aulas são em horário integral três vezes por semana. Já as Escolas Técnicas Estaduais (ETE) integram o ensino médio ao técnico em jornada integral.

Desde 2016, Pernambuco vem testando ainda um novo modelo de escola com o tempo integral em dois turnos. No primeiro turno as atividades acontecem das 7h às 14h e o segundo, das 14h30 às 20h40. Segundo a gestão estadual, esse modelo permite ofertar um maior número de vagas. Além disso, dá ao aluno a opção de escolher um horário que melhor se adapte à sua necessidade.

No Ceará tem disso também

Seguindo os passos pernambucanos, em 2017, o governador do Ceará, Camilo Santana, também transformou a implantação de escolas de ensino médio em tempo integral em política pública no estado. Dessa forma, está garantida a oferta da jornada estendida nas unidades de tempo integral já em funcionamento e nas que vierem a ser criadas, independentemente da vontade do gestor.

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