Novo Ensino Médio

Investir na formação de professores pode ser a saída

Pesquisas recentes apontam que um professor qualificado pode fazer toda a diferença na aprendizagem de um aluno. No Brasil, a necessidade de qualificar os docentes da educação básica é evidente.

O Censo Escolar de 2016 aponta que cerca de480 mil professores da educação básica do Brasil possuem o ensino médio. Mais de 6 mil, apenas o ensino fundamental. Outros 95 mil têm formação superior sem curso de licenciatura, mas muitos não atuam em sua área de formação.

Em outubro de 2016, foi lançada a Política Nacional de Formação de Professores. O objetivo é expandir a oferta e melhorar a qualidade nos cursos de formação dos docentes. Base Nacional Docente, residência pedagógica, ampliação do ProUni e do ensino à distância são medidas anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC). Conheça um pouco mais da iniciativa.

Divulgação: Seduc

Base Nacional Docente

É um plano que irá nortear o currículo de formação de professores de todo o Brasil, assim como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Estados, municípios, instituições formadoras e o Conselho Nacional de Educação (CNE) vão colaborar com a proposta. Uma consulta pública será aberta nos primeiros meses de 2018 para ouvir opiniões de especialistas e educadores de todo o Brasil.

A Base Docente já vinha sendo discutida e tem comissão criada pela Secretaria de Educação Básica do MEC, que divulgou um documento preliminar sobre o tema em 2016.

Residência pedagógica

A residência faz parte da modernização do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). A partir do terceiro ano da licenciatura, o estudante poderá fazer estágio supervisionado em escolas da Educação Básica.
Além da melhoria da qualidade da formação inicial, haverá uma melhor avaliação dos futuros professores, que contarão com acompanhamento periódico.

O programa funcionará com base em parcerias com instituições formadoras e convênios com redes públicas de ensino. Serão ofertadas 80 mil vagas a partir deste ano, com investimento de cerca de R$ 2 bilhões.

Flexibilização do ProUni

Para preencher as vagas ociosas, serão alteradas as regras para bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni). A partir de 2018, quem desejar ingressar em uma segunda graduação poderá participar do programa para cursar licenciatura sem comprovar renda. Essa política surgiu após o MEC constatar que, das 56 mil bolsas para cursos de licenciatura, 20 mil estão sem uso.

Ensino à distância

A Universidade Aberta do Brasil (UAB), que não abria vagas desde 2014, voltará a oferecer 250 mil vagas, sendo 75% delas reservadas para a formação de professores em seu primeiro ou segundo curso em licenciatura. Haverá aprofundamento em áreas como Matemática, Português e tecnologias de informação e comunicação.
O objetivo é investir também na ampliação de cursos de mestrado profissionalizante, abrangendo todas as áreas e componentes curriculares da BNCC. Serão oferecidos mestrados profissionais para professores da educação básica, cursos de especialização e o aumento da cooperação internacional.

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