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Relações comercias entre China e países lusófonos caem 23% em março

Nos três primeiros meses deste ano, as trocas comerciais entre China e os países de língua portuguesa caíram cerca de 23%. É o que apontam as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China, divulgas esta semana no portal Fórum Macau. Ao todo, 16,72 milhões de dólares foram comercializados.

Nesse período, a China comprou dos países lusófonos 10,88 milhões de dólares, 2,10% a menos, e vendeu algo em torno de 5,84 milhões de dólares, 44,95% menos que no mesmo período de 2015. O Brasil segue como principal parceiro, a ficar com 11,60 milhões de dólares em trocas comerciais. Contudo, se comparado ao ano passado, também houve queda de  19,30%.

As exportações chinesas para o Brasil registraram queda de 47,27%, totalizando 4,24 milhões de dólares. Entretanto, as importações de produtos brasileiros pela China tiveram alta de 16,28%, chegando à marca de 7,53 milhões de dólares.

As relações com o segundo maior parceiro lusófono da China também não foram animadoras. As trocas comerciais com Angola tiveram queda de 39,37%, ficando na casa dos  3,44 milhões de dólares. Pequim vendeu a Luanda (capital de Angola) produtos avaliados em 345 milhões de dólares, 75,36% a menos, face ao primeiro trimestre de 2015. Já as compras chinesas foram de 3,10 milhões de dólares, uma redução de 27,58%.

No terceiro lugar em relações econômicas com a China vem Portugal, que, ao contrário dos demais, registrou alta de 17,94%, totalizando 1,23 milhões de

dólares em trocas. Entretanto, Pequim vendeu mais a Lisboa do que comprou. As vendas chinesas foram de 940,8 milhões de dólares, alta de 38,01%, e as compras foram de 296,3 milhões de dólares, redução de 19,30%.

2015
No ano passado, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 25,73%, atingindo 98,4 milhões de dólares, a primeira queda desde 2009.

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