Plínio Bortolotti

Candlelight: à luz de velas

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Fortaleza participa hoje [17/5/2009] do 26º Candlelight Memorial, momento de vigília e mobilização mundial em solidariedade às pessoas afetadas pela Aids. A programação será na Igreja Nossa Senhora de Fátima (Avenida 13 de maio, no Bairro de Fátima), a partir de 17 horas.

 O Candlelight teve início, em 1983, quando um grupo de pessoas com Aids mobilizou-se e realizou uma caminhada à luz de velas, pelas ruas de São Francisco, Los Angeles e Nova York, lembrando aqueles que haviam perdido a vida devido à doença.

A manifestação também queria chamar a atenção da população e dos governantes para que apoiassem as pessoas que viviam com a Aids. Em Fortaleza, a vigília ocorre desde 1993.

O movimento é elogiável, mas o nome, “Candlelight” – para o Brasil – é, no mínimo, equivocado. Por que não traduzi-lo para algo como “Caminhada à luz de velas” ou “Manifestação à luz de velas”. Duvido que alguém, que não tenha pelo menos compreensão mediana de inglês, consiga traduzir a palavra. E pronunciá-la então? Imagine uma pessoa simples tentanto convidar a outra para o ato. O movimento torna-se, portanto, restrititivo do ponto de vista da comunicação – e propício a afastar as pessoas.

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