Plínio Bortolotti

CPJ elogia condenação de assassino de radialista de Limoeiro do Norte

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 O Comitê para a Proteção dos Jornalistas [CPJ], entidade com sede em Nova York), emitiu comunicado em que “saúda a condenação” de um dos acusados pelo assassinato do radialista Nicanor Linhares, crime acontecido em 2003, em Limoeiro do Norte [CE].

Cássio Santos de Sousa  foi condenado a 23 anos de prisão. O julgamento dele foi no dia 26/5/2009, no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. O outro acusado de autoria material do crime, Francisco Edésio, teve o processo desmembrado e a data do julgamento ainda não foi definida.

Nicanor Linhares Batista foi assassinado em 30 de junho de 2003, na cidade de Limoeiro do Norte, onde ele exercia a profisão. Dois homens armados invadiram o estúdio da rádio onde ele trabalhava e o mataram a tiros.

Segundo informações do Blog do Eliomar, o Superior Tribunal de Justiça [STJ] decidiu que a ex-prefeita de Limoeiro do Norte, Maria Arivan Lucena [a quem Nicanor fazia críticas frequentes em seu programa de rádio], também vai a júri popular. Ela é acusada pelo Ministério Público Estadual de ser mandante do assassinato.

Ainda segundo o Blog do Eliomar, Nicanor tornou-se adversário político da ex-prefeita quando resolveu apoiar o principal opositor de Arivan, o então deputado estadual Paulo Duarte (PSDB), na campanha de 2000. O marido de Arivan Lucena, o desembargador federal José Maria Lucena (TRF- 5ª Região), está no processo na condição de co-autor do assassinato.

“Nós saudamos esta condenação como um sinal de que assassinos de jornalistas não sairão impunes”, disse o coordenador do CPJ para as Américas, Carlos Lauría. “As autoridades brasileiras devem, agora, garantir que todos os outros envolvidos no assassinato de Nicanor Linhares – inclusive os autores intelectuais – sejam punidos com todo o rigor da lei”.

Visita

Em agosto de 2006 recepcionei o coordenador do CPJ, Carlos Lauría e Sauro Gonzalez Rodrigues [pesquisador do Comitê] quando ambos estiveram no Ceará para analisar o caso Nicanor Linhares.

Na época, era ombudsman do O POVO e abordei o assunto na coluna que escrevia semanalmente no jornal.

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