Plínio Bortolotti

Cidade sem jornal tem menos eleitores

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O blog do Knight Center four Journalism in the Americas publicou matéria mostrando que o fim de um jornal altera a vida política de uma cidade.

O post tem o título “Jornais tem significativo impacto na vida pública, revela estudo” e está reproduzido abaixo, na íntegra.

«No artigo “Cidades sem jornais”, do American Journalism Review, Rachel Smolkin explora o impacto do desaparecimento dos jornais na vida dos cidadãos.

Smolkin cita o trabalho de dois economistas da Universidade de Princeton, Sam Schulhofer-Wohl e Miguel Garrido, que divulgaram um relatório onde examinam como a vida pública seria afetada numa cidade sem nenhum jornal. Eles usaram a cidade de Cincinnati, em Ohio, como exemplo, uma vez que o seu jornal Cincinnati Post fechou em dezembro de 2007.

“O que mais me surpreendeu foi eu ter, de fato, encontrado evidência de que os jornais têm importância”, disse Schulhofer-Wohl. Os economistas descobriram que até mesmo os menores jornais, como o Cincinnati Post, que tinha circulação de 27 mil cópias, podem ter um impacto considerável na vida pública.

Os pesquisadores concluíram que o fechamento do Cincinnati Post diminuiu o número de eleitores e o número de candidatos concorrendo a cargos na câmara municipal, comissão municipal e conselho escolar. Eles também descobriram que as chances dos então membros da câmera e da comissão municipal de permanecer nos seus cargos aumentou, escreve Smolkin.

Como muitos observadores previram o fim dos jornais, pequenas porém ambiciosas organizações online sem fins lucrativos apareceram em diversas cidades dos Estados Unidos para assumir o papel de cão de guarda, suplementar ou substituir as publicações tradicionais. Smolkin cita o site voiceofsandiego.org como exemplo.

O website tem apenas 11 funcionários, mas foi capaz de forçar a saída dos chefes de duas agências locais de redesenvolvimento. Um enfrenta acusações criminais, e o outro está sob investigação. O jornal online sobrevive principalmente através de doações e patrocínios corporativos, diz Smolkin.»

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