Plínio Bortolotti

Me perdi em Ererê

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Centro de Ererê, por volta do meio-dia

Centro de Ererê, por volta do meio-dia

Ererê é uma cidade com pouco menos de sete mil habitantes. Cerca de mil jovens da cidade saem, todos os anos, para cortar cana em São Paulo. “É como um trabalho escravo”, diz um deles.

O município é paupérrimo [ver IBGE]. Parece mais um vilarejo, uma cidade fantasma.

Mesmo assim, consegui “me perder” na cidade. O motorista Valdir me deixa na casa do secretário da Educação enquanto o Demitri fica falando jovens, que já haviam experimentado cortar cana em São Paulo.

Termino a entrevista, e resolvo voltar a pé, sem esperar pelo Valdir, que ficara de me apanhar. Começo a caminhar, vejo que estou perdido.

O negócio mais chamativo que tinha visto, perto de onde estávamos era o “Paris Games” [foto acima].

Pergunto para dois rapazes: onde fica o Paris Games?

“Hem?”

– Paris Games.

[Eles se entreolham.]

Resolvo apelar: “O restaurante da dona Margarida” [onde havíamos almoçado].

“Ah, sim, é só virar ali”.

Achei, mas é vegonhoso perder-se numa cidade que tem duas ou três ruas.

[No dia 25/7/2009, às 20h04min retirei um comentário injusto que fiz sobre o restaurante de Dona Margarida.]

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