Plínio Bortolotti

O empreendedor do Castanhão

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Cooperados fazem evisceração da tilápia. Fotos: Plínio

Cooperados fazem evisceração da tilápia. Fotos: Plínio

Fernandes acendendo o fogo para fazer "biodiesel"

Fernandes acendendo o fogo para fazer "biodiesel"

Pauta é assim: você vai atrás de um coisa, fica de olhos abertos e descobre outras.

Na matéria sobre a cooperativa de pescadores [criadores] de tilápias na comunidade Curupati Peixe, no Castanhão, perguntamos o que se fazia com as vísceras dos peixes.

O técnico da Ematerce que nos acompanhava, Tércio Gomes da Silva, disse que durante cinco anos foram jogadas fora. Depois, passaram a ser dadas “àquele rapaz ali” para ele fabricar “biodiesel”.

O rapaz é Francisco Maciel Fernandes de Arruda, 24 anos, casado com a filha de um dos associados da Cooperativa Corupati Peixe.

Com uma espécie de rastelo, ele puxa as vísceras para dentro de baldes [acima os cooperados fazendo a limpeza dos peixes, Fernandes aparece ao fundo]. Depois, com reboque em uma moto, ele leva os restos para uma pequena palhoça.

Lá, num fogão rústico, ele cozinha as vísceras por quatro horas, decanta e retira o óleo, que ele vende para motoristas que a usam em uma mistura de 40% com óleo diesel. “Também serve para fazer sabão”.

O empreendedor está contente com o seu trabalho: consegue renda média de R$ 1.000,00 por mês.

Veja a matéria no O POVO.

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