Plínio Bortolotti

Murdoch e sua influência maligna

Três Quimeras", de Hélio Rôla

Três Quimeras", de Hélio Rôla

A respeito do post Esquerda ataca imprensa comercial, direita agride o jornalismo público, recebi o comentário que se segue, de Wanderley Neves Neto, estudante de jornalismo [UnB] e leitor deste blog:

A influência maligna de Murdoch

«Há pouco tempo, li artigo no Guardian sobre a investida de Murdoch e do Partido Conservador sobre o Ofcom [Office Communications], órgão regulador das comunicações no Reino Unido.

Escrito por Polly Toynbee, o artigo se chama “A influência maligna de Murdoch” e fala sobre a relação já bastante conhecida entre grandes empresários e políticos. [O australiano Rupert Murdoch é dono da News Corporation, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo.]

Um exemplo dado no texto: 10 dias depois do Ofcom condenar a Sky por práticas monopolistas, David Cameron discursou no Parlamento defendendo uma reforma no Ofcom que faria com que o órgão deixasse de ter “um papel na elaboração de políticas”.

Nesses momentos pré-Conferência Nacional de Comunicação, precisamos pensar justamente sobre isso. Grande parte dos sindicatos patronais saiu da comissão organizadora da Confecom justamente por quererem controlar as discussões e fugir do controle social desses serviços públicos.

Acho que Murdoch busca inspiração em alguns empresários brasileiros; principalmente em um tal bispo.»

O texto da Polly Toynbee está disponível aqui.

Mais dois trechos reveladores do artigo de Polly Toynbee:

1. Ela diz que a Europa é a “obsesseão política” de Murdoch. A razão: a União Européia teria um poder de regulamentação mais poderoso do que a capacidade de Murdoch de “torcer o braço dos políticos”.

2. Toybbee escreve que nas suas memórias o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair afirma ter começado a cair quando Murdoch, à maneira dos césares, deu-lhe o “polegar para baixo”.

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