Plínio Bortolotti

Os donos da rua

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Por volta das 12h desta quarta-feira, saí do O POVO pela avenida Antônio Sales, um trajeto que faço quase que diariamente. A avenida é um verdadeiro não-lugar para quem não tem carro, pois os veículos – e os comerciantes que ocupam praticamente toda a extensão da via – mandam e desmandam no pedaço: ruas e calçadas.

E o pedestre que se lasque, com o beneplácido das “autoridades constituídas”.

Eu tenho o hábito de usar a faixa da direita, pois ando em velocidade abaixo do máximo permitido na via [60 km/h], ainda que alguns motoristas truculentos, que nunca leram um manual de trânsito, insistam em quase encostar no meu parachoque, buzinando com violência ao mesmo tempo que acionam a luz alta.

Esses ignorantes nunca leram um manual de trânsito [não sei se sabem] para entender que uma via tem a velocidade máxima e mínima,  a metade da maior velocidade permitida. 

Mas como a Antônio Sales é uma “via principal”, eu nunca ando a menos de 40 km/h – e, obviamente, vou pela faixa da direita, para não atrapalhar quem quer andar mais rapidamente, pois podem me ultrapassar.

Mas vejam vocês, em um trajeto de 10 quadras os obstáculos que encontrei. Só vi os obstáculos, os guarda da AMC – Autarquia Municipal de Trânsito e “Cidadania” –  não vi nenhum.

Em frente ao número 276 da avenida Antônio Sales caminhão para em frente a um estacionamento que já é irregular, pedestres caminham pelo meio da rua, eu sou obrigado a parar

Em frente ao número 276 da avenida Antônio Sales caminhão para em frente a um estacionamento que já é irregular, pedestres caminham pelo meio da rua, eu sou obrigado a parar...

... continuando, em frente ao número 990 outro caminhão, atrás um táxi, que também estava "estacionado", paro novamente...

... continuando, em frente ao número 990 outro caminhão, atrás um táxi, que também estava "estacionado", paro novamente...

... em frente ao número 1.428, outro caminhão parado; tenho de esperar mais uma vez.

... em frente ao número 1.428, outro caminhão parado; tenho de esperar mais uma vez. E a cada vez que paro, tenho de me desviar para a pista da esquerda, correndo risco e atrapalhando o trânsito.

E assim a coisa vai na Fortaleza, terra de ninguém.

[Obs. Fiz todas as fotos com o veículo que estava dirigindo parado.]

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