Plínio Bortolotti

AMC: nem uma coisa, muito menos a outra

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Em matéria publicada na edição de hoje, O POVO mostra que houve aumento de 12% nas multas aplicadas pelo Detran-CE. A maioria delas, por descumprimento da lei que proíbe o motorista de dirigir depois de beber, a chamada “lei seca”.

Ou seja, a ação do Detran retirou das ruas motoristas que estavamo pondo em risco a vida de outras pessoas, por conduzirem seus veículos sem condições de fazê-lo.

Foi ouvido também Fernando Bezerra, presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e “Cidadania”. Perguntou-lhe o repórter Tiago Braga por que a AMC estava há 10 meses ser fazer nenhuma blitz, período em que o Detran intensificou as suas. A resposta do presidente da AMC, depois de dizer que “aquela blitz que a gente conhece, de parar o carro na rua, não tenho intenção de retomar”:

“A gente fazia blitze mais para colaborar com o órgão do Estado [o Detran]; a AMC é responsável pela circulação”, referência às operações que “exigem mobilidade, como aque fiscalizam os estacionamentos proibidos”, como registrou o repórter.

Ok, se existe ficalização rigorosa e cotidiana, as blitze, poderiam, de fato ser menos frequentes ou inexistentes.

Mas de qual “AMC” e de qual cidade Ferando Bezerra está falando? “Mobilidade”, em Fortaleza, só se for para os carros [isto é, quando não há congestionamento], pois para o pedestre e o ciclista o caminhar ou o pedalar é um sacrifício ao qual só se aventuram os fortes [ou os muito necessitados].

Estacionamento irregular, que o presidente diz ser atribuição dele coibir, bastava ele sair da sede da AMC e caminhar 100 metros até a av. Antônio Sales para ele ver o festival de irregularidades que ali [em em toda a cidade, acontecem].

Portanto, ficamos assim: sem blitzes e sem fiscalização regular.

É a Fortaleza, terra de ninguém.

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