Plínio Bortolotti

Fortaleza e Campinas e a terra de ninguém

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No meu post Av. Antônio Sales: a farra nas calçadas [3/10/2009] encontro hoje este comentário do professor Edson Dalattre:

«Essa bandalheira nas calçadas está ocorrendo no Brasil inteirinho, de norte a sul, de leste a oeste. NAS BARBAS DAS OTORIDADES INERTES, CONIVENTES, OMISSAS, COMPLACENTES, CONDESCENDENTES, LENIENTES, DESINTERESSADAS, PUSILÂNIMES ETC ETC ETC. Aqui em Campinas é bem assim mesmo, com o beneplácito da prefeitura e da Endec [empresa municipal de gerência do trânsito]. Em Londrina, mesma coisa.

Vivemos no reino da bandalha, onde cada um faz o que quer, onde quer e la nave vá. Elaborei um folhetinho, que coloco no pára-brisa do veículo do infrator. Basta me enviar e-mail, que receberá o folheto. Acesse http://www.queimadasurbanas.bmd.br

Queimadas urbanas

Visitei o site e pude saber alguma coisa sobre o autor do comentário, Edson Dalattre, professor do Instituto de Biologia Universidade de Campinas [Unicamp].

Há 12 anos ele iniciou uma luta contra uma das pragas que atacam as cidades – que, reconheço, não sabia que era tão sério assim: as queimadas urbanas.

Você também pode conhecer mais sobre o assunto visitando o site mantido por ele e ver a repercussão que o seu trabalho voluntário já obteve.

Folheto

Este blog não se dedica exclusivamente aos problemas urbanos. Mas não posso negar que uma seção que comecei despretensiosamente, o “Fortaleza, terra de ninguém”, anotando algumas questões que me incomodavam, acabou por ser uma das mais comentadas do blog.

Portanto, vou escrever ao professor pedindo o folheto que ele usa para alertar aqueles que usam as calçadas como extensão de seus estacionamentos privados – e ver se criamos uma corrente para dar um pouco de ordem ao caos que toma conta de Fortaleza.

Afinal, pedestre também é gente.

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