Plínio Bortolotti

Orós, a cidade onde é proibido falar mal de Raimundo Fagner

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 Na entrada de Orós, pergunto o que posso ver na cidade: a rádio do Fagner; vou lá pensando ser o local onde se encontra a Fundação Raimundo Fagner, que o cantor mantém na terra onde nasceu e viveu parte de sua vida.

Subo por uma rua íngreme – só vai na primeira marcha, o pé no fundo -, juro que fiquei com medo que o carro virasse, mas chego lá; pergunto se há algum acervo sobre o cantor: nada. Indicam-me o endereço da Fundação Raimundo Fagner, “pode ser que lá tenha”.

Na fundação encontro o professor César que me explica que o objetivo da fundação não é manter um acervo sobre Fagner, mas atender crianças de adolescentes, de 7 anos a 17 anos: 200 deles recebem “aulas de educação artística, com ênfase na música, complementação alimentar e reforço escolar”.

César me diz que, caso eu queira ver um acervo sobre o cantor, posso fazê-lo em Fortaleza mesmo, onde fica a outra sede da Fundação Raimundo Fagner [rua Duarte Coelho, 1023, Parque Itamarati, no bairro de Messejana – (85) 3274 3726, com Rebeca].

Aviso aos críticos musicais: Raiumundo Fagner é uma instituição em Orós; visitando a cidade, evite qualquer tipo de crítica a ele.

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