Plínio Bortolotti

Pais promovem festival de irregularidades na porta de colégios

1202 25

Da leitora Elaine Luz recebi o texto abaixo e a imagem ao lado.

«Segue uma fotografia a qual documenta que se Fortaleza é terra de ninguém é porque nem os seus munícipes a respeitam, incluindo aí as transgressões às regras de trânsito.

Veja que, tomando pelo poder aquisitivo do proprietário do veículo, o mínimo que ele deveria ter seria educação e bom senso, mas faltam-lhe ambos.

O local? Rua João Carvalho quase esquina com a Av. Barão de Studart, na lateral de um renomado colégio da capital cearense.

Agora diga-me: mesmo que a escola ensine algum mínimo de educação no trânsito pros seus alunos, você acha que o aspirante à cidadão vai levar em consideração os ensinamentos da escola quando vê seu pai e/ou mãe agindo com tamanho desrespeito??

Ao ver situação desse tipo, não hesito: ligo 190 (Ciops) e registro denúncia de estacionamento irregular para a AMC. Daí, se eles enviam viatura para fiscalizar (e consequentemente multar) são outros quinhentos…

Abraço cidadão!»

Comentário

Pode-se dar até o benefício da dúvida ao cidadão proprietario do veículo, pois ele poderia estar parado (para embarque ou desembarque) o que não seria proibido pela placa.

No entanto, quem costuma passar pelos portões dos colégios “classe A” de Fortaleza, sabe da esculhambação que os pais fazem nos horários de entrada e de saída das aulas: andam na contramão, param em filha dupla, estacionam em cima da calçadas e em locais proibidos, etc.

Dias desses, li a carta de uma leitora no O POVO queixando-se do problema grave que ela enfrenta por morar perto de um desses colégios. A mãe dela, idosa, sobre do mal de Parkinson e padece, todo dia, com o buzinaço que alguns pais promovem para chamar seus rebentos. Todos eles (pais e filhos) devem ter seus celulares de última gerão, mas talvez queiram chamar a atenção para os seus carrões.

É um belo exemplo de cidadania que os “poderosos” papais estão dando aos seus rebentos: quem pode mais, chora menos; a lei vale para os pobres, mas não para os ricos; eu satisfaço as minhas necessidades, os outros que se lasquem, etc., sem perceber que isso faz aumentar a brutalidade no convívio social.

Devem ser os mesmos que se queixam da violência, pedem a pena de morte e bradam pela redução da maioridade penal.

No comentário abaixo a leitora Elaine Luz faz um esclarecimento sobre a dúvida de o carro estar parado ou estacionado.

Recomendado para você