Plínio Bortolotti

Falta de educação e de civilidade ajudam a provocar “Mazelas urbanas”

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Arte de Hélio Rôla, exclusiva para os leitores do blog

Acabei por transformar em artigo, publicado na edição de hoje do O POVO, o tema do post Pais promovem festival de irregularidades na porta de colégios. A postagem, até agora (12h11min de 9/9/2010) está com 24 comentários, o que dá para se ter uma ideia de como a situação incomoda as pessoas, que apelam para alguma atitude das “autoridades”.

Mazelas urbanas
Plínio Bortolotti

Quando comecei com meu blog queria divulgar questões relacionadas ao jornalismo, o que continuo a fazer. De modo casual, passei a publicar também fotos de obstáculos que infernizam a vida dos pedestres, e também a comentar o absoluto desrespeito que se tem pelo espaço público em Fortaleza.

Essas postagens acabaram por ganhar significado inesperado, pois leitores passaram a mandar fotos e a demonstrar incômodo com a situação. Observo que é cada vez maior a intolerância das pessoas com as mazelas urbanas que tornam incivilizada a convivência na cidade.

As áreas públicas são uma espécie de terra de ninguém, nas quais prevalece a força bruta. Calçadas viram extensão de negócios privados, onde se vê de tudo: borracharias, oficinas, lojas, bares, ocupação de construtoras, etc. Batentes, rampas, degraus, construções irregulares, “puxadinhos” são coisas comuns, incluindo os bairros considerados “nobres”. Sem contar que estacionar sobre calçadas – ou torná-las estacionamentos irregulares – tornou-se banalidade.

Apesar da atenção deficitária que a Prefeitura dedica a essas questões, surgem algumas boas surpresas, como é o caso da Secretaria Executiva Regional II, que responde a todas as demandas, e resolve uma boa parte delas.

Se falta faltam medidas do poder público, a deseducação das pessoas contribui para esse estado de coisas. Recentemente, uma leitora do blog comentou o festival de infrações que os pais cometem quando vão apanhar seus filhos nos portões dos colégios.

Dia desses, li na seção de cartas do O POVO uma leitora se queixando que vê o padecimento da mãe, uma senhora enferma, aumentar nos horários de entrada e saída de um colégio da qual ela é vizinha. Os pais, para chamarem a atenção dos filhos, param em fila dupla e promovem um verdadeiro buzinaço, agravando os problemas da idosa.

É de se perguntar: que tipo de exemplo esses pais estarão querendo repassar para seus filhos?

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