Plínio Bortolotti

“Os senadores”, mostra que a situação complica-se para Tasso Jereissati

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Praça do Ferreira: Fortaleza, em foto de Drawlio Joca: http://www.flickr.com/photos/drawliojoca

Meu artigo semanal, publicado na edição de hoje (16/9/2010) do O POVO.

Os senadores
Plínio Bortolotti

Com a grande diferença entre os dois principais candidatos à Presidência da República; Dilma Rousseff (PT) mantendo-se à frente de José Serra (PSDB), como mostram as pesquisas – fato que nem um terremoto parece abalar –, os olhares se voltam para a disputa ao Senado. O fenômeno está acontecendo em vários estados.

No Ceará, o candidato à reeleição ao governo, Cid Gomes (PSB), também vem navegando em céu sem nuvens. Portanto, desde o início, é a campanha para senador que desperta mais atenção. Os “candidatos do Lula”, José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) disputam Tasso Jereissati (PSDB), uma das vozes importantes da oposição.

No entanto, os dois candidatos da situação a senador andaram se estranhando. A grande diferença entre eles e o senador Tasso Jereissati, apontada pelas pesquisas, fazia com que, em alguns momentos, eles se “esquecessem” da campanha conjunta, abrindo espaço para que o eleitor ou apoiadores importantes optassem por Tasso Jereissati, como “segundo nome”.

O que a pesquisa publicada na terça-feira pelo O POVO trouxe de novidade foi a consolidação da queda de Tasso Jereissati (de 59% na pesquisa de julho para 48%) e a subida conjunta dos dois candidatos da situação: Eunício (24% para 34%) e Pimentel (24% para 31%). Analistas de pesquisa contrariam a máxima de que a enquete é sempre um “retrato do momento”. Se em duas pesquisas seguidas – dizem – o candidato sobe ou desce, isso significa uma “tendência” de que a queda ou a ascendência continuará.

Esse é um dos motivos que deve ter feito acender a luz amarela no comitê de Tasso Jereissati. O outro, é que a pesquisa poderá ter o condão de levar a uma trégua os candidatos da situação, pelo vislumbre de os dois serem eleitos – o que os levará a intensificar a campanha conjunta. Isso será mais um complicador para a reeleição do senador oposicionista, em uma campanha que parecia mostrar-se tranqüila.

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