Plínio Bortolotti

Maria Rita Kehl, o “Estadão” e o marceneiro

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Creio que todo mundo conhece aquela piada do marceneiro

O sujeito é chamado a uma casa para consertar o armário que rangia. O marceneiro é recebido pela dona da casa, que lhe mostra o armário, que toma toda uma parede – e diz: “A ferrovia fica nas proximidades, e faz mais barulho quando passa o trem”.

O especialista diz então que vai ficar dentro do armário, quando o trem passar, ele vai observar as juntas que estão soltas para fixá-las. Entra e fica esperando.

Pouco depois chega o marido; percebe que tem outro homem em casa. Furioso, abre o armário e pergunta: “O que você está fazendo aí”. Constrangido, o marceneiro responde:

— Se eu disser que estou esperando o trem o o senhor não vai acreditar. (risos)

Kehl e Gandur

Pois é. É nesta situação que está o jornal o Estado de S. Paulo, depois de ter afastado a psicanalistas Maria Rita Kehl de seu quadro de articulistas.

O diretor de conteúdo do jornal, Ricardo Gandour diz que não houve censura, tratando-se de um caso corriqueiro de substituição de colunistas; Maria Rita Kehl diz que foi demitida por “delito de opinião”,  depois de ter escrito um artigo defendendo o Bolsa Família.

Gandour pode estar falando a verdade, mas na situação atual e do modo como as coisas ocorreram, vai ser muito difícil alguém crer nas palavras dele.

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