Plínio Bortolotti

“Grandes Nomes”, na rádio O POVO CBN, começa na segunda-feira

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Na segunda-feira (6/12/2010), estará no ar a edição deste ano do projeto “Grandes Nomes”, da rádio O POVO/CBN (AM 1010). Convidados especiais são sabatinados por uma bancada de jornalistas do O POVO, durante duas horas, a partir da 11 horas. Eu farei a mediação.

Os convidados

7/12 (terça-feira) – Adauto Bezerra. Foi um dos políticos mais influentes do Ceará. Formou com César Cals e Virgílio Távora a chamada “era dos coronéis”. Hoje, aos 84 anos, continua atendendo em seu gabinete no BicBanco.

8/12 (quarta-feira) –  Cid Gomes, governador do Ceará, eleito para um segundo mandato. Um dos mais bem avaliados governadores do país.

9/12 (quinta-feira) – Luiz Eduardo Soares. Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) é co-autor dos livros  dos livros “Cabeça de porco”, “Espírito Santo” e “Elite da tropa 1” e “Elite da tropa 2”, obras que deram origem aos filmes “Tropa de elite”. Mantém um blog e também uma conta no Twitter.

10/12 (sexta-feira) – Laurentino Gomes. Autor dos livros históricos “1808”  e “1822”, que se tornaram best sellers.

13/12 (segunda-feira) – Ricardo Kotscho. Um dos repórteres mais importantes do país. Foi secretário de Imprensa da Presidência da República. Escreveu 19 livros sobre jornalismo.

14/12 (terça-feira) –  Themístocles de Castro e Silva. Um dos mais antigos jornalistas do ceará em atividade no Ceará, escreve um artigo quinzenal no O POVO. “Todo mundo me lê; a direita porque gosta, a esquerda para falar mal”.

Veja mais sobre os entrevistados.

Themístocles de Castro e Silva
Um dos mais antigos jornalistas do ceará em atividade, continua escrevendo um artigo quinzenal para O POVO. Themístocles me disse um dia: “Plínio, todo mundo me lê, a direita porque gosta; a esquerda para falar mal”. Tido como carrancudo e mal-humorado, Themístocles é uma moça (no bom sentido), no relacionamento pessoal. Participei com ele, como debatedor, no programa “Debates do Povo” – na década de 1990. Os outros companheiros de bancada eram os advogados Tarcísio Leitão (velho comunista) e Hélio Leitão (ex-presidente da OAB-CE). Themístocles nunca reclamou das pauladas que lhe dávamos no ar. Fui editor dele quando comandei a editoria de Opinião, no O POVO. Sou testemunha do cuidado que ele tem com seus escritos: toda sexta-feira ele vinha à Redação para reconferir o texto e ver se o seu artigo havia sido diagramado adequadamente. Invariavelmente, trazia um pacote de tapiocas compradas no Osmar – que fazia a alegria da bancada -, me entregava sorrindo: “É a direita alimentando a esquerda”. Secretário do governo Parsifal Barroso (1958-1963), Themístocles foi deputado estadual em duas legislaturas, em 1958 e 1962, e deputado federal em 1973. Jornalista no Rio de Janeiro, na década de 1940, trabalhou com Samuel Weiner, de quem disse ter rebarbado o convite para trabalhar na “Última Hora”, jornal que Weiner fundaria em 1951, por considerar a criação do jornal “uma aventura”.

Cid Gomes
Governadordo Ceará. Eleito pela segunda vez, Cid é um dos governadores mais bem avaliados do país. Ganhou destaque depois de suas gestões na Prefeitura de Sobral, cidade em que nasceu. Filho de político, com outros dois irmãos atuando na política, foi acusado pelo senador Tasso Jereissati, do PSDB (seu antigo aliado) de conformar uma “nova oligarquia” no Ceará. Diferentemente de seu irmão Ciro, Cid tem um perfil mais discreto, trabalha sem alarde, e procura sufocar qualquer oposição fazendo-a aliada – estratégia que falhou na última eleição. Tem controle absoluto de tudo o que ocorre na sua administração, por meio de um programa de computador chamado Mapp (Monitoramento de Ações e Programas Prioritários). Um de seus orgulhos, a quem visita o seu gabinete, é mostrar em Power Point como funciona o Mapp – e como ele vê cada parcela de recurso que é gasta e em que pé está o andamento de cada obra ou projeto.  Mantém conta no Twitter com mais de 13 mil seguidores.

Adauto Bezerra
Foi um dos políticos mais influentes do Ceará. Formou com César Cals e Virgílio Távora a “era dos coronéis”. Os três, de fato, são coronéis do Exército Brasileiros. Muita gente confunde o título desses coronéis com uma patente meramente formal que era oferecida pela Guarda Nacional, no período do Império, que beneficiava, normalmente, grandes fazendeiros. A iniciação de Adauto na política deu-se na década de 1950. Assumiu o governo do Ceará em do Ceará em 1974, nomeado pelo regime militar. Foi também deputado estadual e federal. Afastou-se da política na década de 1990. Hoje, aos 84 anos, mantém seu escritório no BicBanco (do qual é proprietário junto com seu irmão gêmeo, Humberto). No seu gabinete, atende a quem o procura pedindo ajuda, inclusive políticos.

Luiz Eduardo Soares
Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e da Universidade Estácio de Sá. Ex-secretário Nacional de Segurança. Co-autor dos livros “Cabeça de porco”, “Espírito Santo” e “Elite da tropa 1” e “Elite da tropa 2”, livros que deram origem aos filmes “Tropa de elite”. Mantém um blog e também uma conta no Twitter.

Laurentino Gomes
Autor do livro “1808” ganhou o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, nas categorias Melhor Livro Reportagem e Livro do Ano de Não-Ficção. Permaneceu três anos consecutivos na lista dos livros mais vendidos de Portugal e do Brasil. Trabalhou como repórter e editor para o jornal O Estado de S. Paulo e da revista Veja. É autor também de “1822”. O estilo de apresentação de seus livros dá a ideia do porquê de seu sucesso escrevendo sobre história do Brasil: ‘“1808’ conta como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”. “[1822 mostra] Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado… E, no entanto, deu certo”. Mantém uma página na internet.

Ricardo Kotscho
Um repórter que nunca se encantou nem com ouro, nem com prata e nem com incenso ou mirra. A ser editor ou “chefe”, preferia palmilhar as ruas e as estradas do país para contar boas histórias. Isso não o impediu de atender ao pedido do amigo Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Lula, assumindo a Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, cargo do qual se desligou voluntariamente. Escreveu 19 livros, entre eles, “Do Golpe ao Planalto”, “Uma vida de Repórter” (Companhia das Letras) e “A Prática da Reportagem” (Ática). Mantém o blog Balaio do Kotscho.

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