Plínio Bortolotti

Estudo mostra que cobrar por conteúdo não reduz significativamente a quantidade de leitores

Reproduzido na íntegra do Blog Jornalismo nas Américas, no qual há links para temas correlatos.

Jornais americanos que cobram por conteúdo online
não perdem muitos leitores nem anunciantes, revela estudo

Enquanto cada vez mais jornais americanos cobram pelo acesso a seus sites e o New York Times planeja fazer o mesmo em 2011, novos dados do serviço Journalism Online mostram que, em geral, o faturamento com publicidade e o tráfego dos sites de 12 jornais não diminuiu significativamente com a cobrança pelo acesso, informou o New York Times.

Segundo o estudo, as visitas únicas mensais a esses sites caíram 0 e 7% e as pages views, entre 0 e 20%. Nenhum dos jornais registrou queda no faturamento com publicidade.

No entanto, o levantamento não especifica quantos novos leitores online os jornais ganharam ou quanto foi gerado em novas receitas após a mudança para o sistema de acesso pago, informou a revista Columbia Journalism Review.

Além disso, os jornais analisados pelo estudo usam um modelo especial de cobrança, pelo qual apenas certos conteúdos custam dinheiroo – só os usuários que acessam uma certa quantidade de matérias mensalmente precisam pagar. “É um incentivo para a audiência que os editores estejam tendo algum sucesso em cobrar apenas dos usuários que usam mais os sites de seus jornais, [já que] bloquear o acesso a tudo certamente faria com que os leitores, a não ser os mais fiéis, buscassem notícias em outro lugar”, diz o site The Next Web.

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