Plínio Bortolotti

Venda de “abadás” do Fortal provoca festival de desrespeito às leis de trânsito

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Venda desordenada de abadás: perigo para pedestres, motoristas e para os próprios vendedores (clique para ampliar)

De um leitor, recebi o texto e as fotos, mostrando a verdadeira esculhambação que se torno as imediações da Praça de Portugal para a venda de abadás do Fortal.

Trânsito

Na época do Fortal o trânsito na região da praça Portugal fica bastante comprometido e complicado, haja vista a concentração desordenada de vendedores de abadás que transitam pelo meio da rua desafiando os veículos, fazendo das calçadas mostruários de suas mercadorias ao mesmo tempo em que se expõem aos perigos de transitar nas vias de rolamento, bem como de compradores, que estacionam/param os veículos da maneira que querem, sobre as calçadas, sob as placas de “proibido estacionar” e “proibido parar e estacionar”, não importando se é em fila dupla e nem mesmo se prejudica os pedestres e condutores que não tem nada a ver com o evento. Mototaxistas e taxistas também se aproveitam da farra para improvisar novas vagas de táxi.

Vista grossa

Isso ocorre devido à vista grossa feita pelas autoridades, evitando de forma proposital a fiscalização de transito naquela área no período dessa festa. Nos dias normais, os agentes da AMC perambulam por lá constantemente, aplicando multas e dispensando qualquer tipo de alerta verbal ou procedimento educativo: a meta é multar!

Desde terça-feira, 19/07/2011, que aciono a AMC, por meio do CIOPS (190), solicitando fiscalização da AMC nas imediações daquela praça, mas nada acontece. Os atendentes daquela central informam que já são dezenas de reclamações computadas desde o início da semana e que a AMC já foi por várias vezes notificada: “o procedimento é somente aguardar”.

Apesar de a Autarquia de Transito deste município alegar por várias vezes nos meios de comunicação que a sua competencia é “cuidar da circulação”, os agentes de trânsito não se fazem presentes naquela área durante a realização do fortal. Tal fato é apenas mais uma constatação de que Estado e Capital são, na verdade, duas facetas de um único ente.

Em anexo, algumas fotos que demonstram a conivencia do poder público com a situação acima exposta. Um verdadeiro absurdo.

[Ele também mandou o número do protoco da queixa que fez à AMC para comprovar a inoperância do órgão responsável por organizar o trânsito na cidade. Ou, melher dizendo, supostamente responsável pelo serviço.]

O leitor assina como: “Cidadão extremamente cansado de tanta impunidade e desigualdade na aplicação das leis deste país”.

Comentário

Como o Fortal se encerra no domingo (24/7/2011), a postagem fica para registrar mais um episódio na seção “Fortaleza terra de ninguém”. E, talvez, para que no próximo ano as providências que o leitor reclama sejam tomadas. Isto é, se não for querer muito pedir que a AMC cumpra com as suas obrigações.

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