Plínio Bortolotti

Livro analisa o “caso Battisti” e mostra o militante do PAC como um criminoso comum

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Lançamento na quinta-feira (4/8), às 19h30min, no Ideal Clube (clique para ampliar)

Na quinta-feira (4/8/2011) o promotor de Justiça Walter Filho lança o livro O caso Cesare Battisti – A palavra da Corte, no qual o autor considera “inadmissível” o fato de o Brasil não haver extraditado o italiano, para ele, um criminoso comum.

O lançamento será às 19h30min, no Ideal Clube.

Itália

Walter Filho foi até a Itália pesquisar o processo no qual Battisti foi condenado por quatro homicídios nos anos de 1978 e 1979, quando militava no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

O autor levanta a vida de Battisti antes de seu envolvimento político, mostrando uma série de delitos que ele cometeu, o que o levou à prisão, onde conheceu um dos dirigentes do PAC.

Vingança

Para ele, há “sólidas decisões judiciais”, incluindo provas, que apontam a “culpabilidade” de Battisti nos quatro homicídios, “motivados por vingança e jamais por ideologia política”, o que tornaria o italiano um criminoso comum.

Conselho

Walter Filho disse que resolveu escrever o livro depois de debates havidos no Conselho de Leitores do O POVO sobre o assunto, no qual ele foi conselheiro no ano de 2009. Na época, Walter Filho já defendia a da extradição de Battisti, tese a que chegara depois de ler o processo e de outras pesquisas que vinha realizando.

Ceará

Interessante notar que  é no Ceará que se organizaram as duas principais teses em torno do caso. Uma deles, dos integrantes da Crítica Radical, considerando Battisti uma espécie de herói; a outra, representanda por Walter Filho, que pesquisou o assunto, chegando à conclusão que o italiano é um criminoso, que deveria ter sido enviado à Itália pára cumprir sua pena atrás das grades.

Crítica

Na matéria que publicou sobre o livro, O POVO procurou ouvir Rosa da Fonseca, uma das dirigentes da Crítica Radical, mas ela disse que somente se manifestaria após ler o livro.