Plínio Bortolotti

Estudo da Harvard mostra como financiar jornalismo investigativo fora da mídia tradicional

O Centro Joan Shorenstein para Imprensa, Política e Políticas Públicas, ligado à Universidade Harvard (EUA), divulgou o estudo “Parceiros na Necessidade: casos de colaborações em reportagens investigativas locais”. Conduzido por Sandy Rowe, ex-editora do norte-americano The Oregonian, o trabalho mostra modelos economicamente viáveis de jornalismo investigativo – produzidos por jornalistas fora das mídias tradicionais.

Ponto de partida

O ponto de partida para o estudo é a drástica redução, nos Estados Unidos, de recursos financeiros para manter equipes e profissionais de jornalismo investigativo nas redações.

Melhor alternativa

Sandy afirma haver fortes evidências de que colaborações e parcerias entre organizações jornalísticas (novas ou tradicionais), universidades e fundações são a melhor alternativa para o jornalismo investigativo prosperar em meios locais. Com elas, torna-se possível a divisão do custo alto desse tipo de reportagem.

ProPublica

O estudo detalha algumas experiências bem-sucedidas – e algumas já bem conhecidas, como a ProPublica. Há uma seção dedicada apenas ao papel que as universidades norte-americanas têm assumido no contexto e parcerias com empresários e a comunidade.

Oportunidade

Segundo a autora do estudo, embora não haja uma receita para fazer sucesso com inciativas independentes regionais de jornalismo investigativo, é preciso aproveitas essas oportunidades. [Com informações do portal da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo]

Baixe o estudo completo (em inglês).

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